A CEO do Xbox, Asha Sharma, afirmou que a marca deixou para trás um período de “queda livre” e voltou a crescer. A declaração foi feita em uma reunião interna da empresa, cuja transcrição foi obtida pelo Windows Central e repercutida pelo Insider Gaming. Os números citados, porém, vêm da própria companhia e não foram detalhados.
O diagnóstico
Segundo Sharma, o cenário antes das mudanças era ruim em várias frentes. O tempo de jogo nas plataformas do Xbox estava em queda, assim como o número de jogadores novos e ativos e a receita. Foi esse período que ela chamou de queda livre. Agora, de acordo com a executiva, o quadro virou, e a principal razão seria a decisão de reinvestir no negócio.
Estamos tomando as decisões certas para reinvestir no negócio. Depois de uma baixa histórica, começamos a voltar a crescer, mais de 2 a 3 vezes o que éramos, e esperamos que isso continue.
Asha Sharma, CEO do Xbox
Lançamentos e imagem da marca
A executiva destacou o bom começo de três jogos: Gears of War: E-Day, Minecraft Dungeons 2 e World of Warcraft Forever. O primeiro, aliás, acaba de receber uma grande atualização antes do lançamento completo, como contamos em Gears of War: E-Day recebe grande atualização.
Sharma também disse que a percepção positiva da marca subiu 30% no último ano. Como a empresa não explicou como chegou a esse número, o dado precisa ser visto com cautela.
Otimismo em meio aos cortes
O tom contrasta com o momento do Xbox, que passou por meses de demissões e reestruturação. O diretor de conteúdo Matt Booty já tinha dito que a empresa estava a cerca de 75% do processo, e há expectativa de novos cortes nos próximos meses. Nesse período, a Microsoft também fechou estúdios e reorganizou parcerias, e Sharma chegou a garantir publicamente que o Xbox não está à venda.
Crescimento real ou discurso interno?
A mensagem tem um papel claro dentro da empresa: depois de várias ondas de demissões, a liderança precisa mostrar que os sacrifícios trouxeram resultado e manter a equipe motivada. Para os fãs, é um sinal de que a marca tenta se reerguer.
Os números, porém, deixam dúvidas. Falar em crescer duas ou três vezes sem informar a base de comparação diz pouco, especialmente quando o ponto de partida é descrito como uma baixa histórica. O ganho de 30% na imagem também é difícil de verificar. No fim, o que vai mostrar se a reconstrução funcionou são os próximos lançamentos e os resultados financeiros oficiais da Microsoft. Até lá, o otimismo de Sharma continua sendo uma promessa.
