Jesse Eisenberg diz que Framboesa de Ouro por Batman vs Superman fechou portas em Hollywood

Um prêmio que ninguém quer ganhar pode mudar o rumo de uma carreira. Em entrevista à Variety, Jesse Eisenberg, que viveu Lex Luthor no antigo universo DC dos cinemas, relacionou a falta de convites de grandes estúdios ao Framboesa de Ouro que recebeu por Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

Segundo o ator, foi a partir daí que ele passou a investir em escrever e dirigir os próprios projetos. A frase que resume o desabafo é direta:

Eu não conseguia mais entrar em papéis de estúdio de cinema porque tinha ganhado um Framboesa de Ouro.

Jesse Eisenberg, à Variety

O Lex Luthor que dividiu os fãs

Eisenberg chegou ao filme de Zack Snyder, lançado em 2016, com prestígio de sobra. Ele tinha sido indicado ao Oscar de melhor ator por A Rede Social, de David Fincher, em que viveu Mark Zuckerberg.

Seu Lex Luthor, porém, saiu bem diferente da versão calculista e imponente dos quadrinhos. A interpretação nervosa e excêntrica dividiu o público, e no ano seguinte o ator levou o Framboesa de Ouro de pior ator coadjuvante.

Há quem defenda que o personagem foi prejudicado pelo pouco tempo de tela e por decisões de roteiro e estúdio, e que a versão estendida do filme mostra nuances que o corte dos cinemas deixou de fora. Eisenberg ainda voltou ao papel em Liga da Justiça e na versão de Snyder do filme.

Um assunto que ele já tinha tocado

Não é a primeira vez que o ator fala do tema. Em dezembro de 2024, no podcast Armchair Expert, de Dax Shepard, ele disse algo parecido, mas sem ressentimento:

Eu estava nesse filme do Batman, e o filme foi tão mal recebido que prejudicou minha carreira de uma maneira real. Eu amei meu papel e amei o filme. Então, sinto que só tenho a mim mesmo para culpar.

Jesse Eisenberg, no Armchair Expert

Na mesma conversa, ele deixou um conselho bem-humorado para Nicholas Hoult, o novo Lex Luthor do DCU de James Gunn: “Não me assista!”. Curiosamente, Snyder chegou a pensar em Eisenberg para outro papel antes de escalá-lo como vilão. Antes de Lex Luthor, o diretor o queria como Jimmy Olsen.

A virada para trás das câmeras

Se as portas dos grandes estúdios se fecharam, Eisenberg encontrou outro caminho. Como roteirista e diretor, ele lançou A Real Pain, que rendeu o Oscar de ator coadjuvante a Kieran Culkin e uma indicação ao próprio Eisenberg por roteiro original. Ele também não abandonou de vez as franquias, já que voltou à série Truque de Mestre.

O desabafo mostra como um único fracasso de crítica pode redirecionar uma carreira, e também como um bom ator depende de roteiro e direção para brilhar. E você, gostava do Lex Luthor de Eisenberg?

Fontes

Carregando…
Publicidade
ESPAÇO PUBLICITÁRIO · 970×90