Os números do Xbox continuam longe do que a Microsoft esperava. Segundo o jornalista Stephen Totilo, do Game File, a receita de conteúdo e serviços da divisão caiu 6% no ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2026, enquanto a meta previa crescimento de 4,3%.
O dado aparece no relatório anual da Microsoft aos acionistas, o chamado proxy statement, publicado na quarta-feira (21).
Uma meta ligada ao bônus dos executivos
Esse objetivo faz parte do pacote de remuneração variável do CEO da Microsoft, Satya Nadella, e de outros executivos de alto escalão, embora represente só uma pequena fatia do bônus. A distância entre a meta e o resultado chegou a 10,3 pontos percentuais.
Totilo ressalta que esses alvos não são iguais às metas comerciais internas da empresa. Ou seja, o número não significa que todos os planos financeiros do Xbox fracassaram, mas mostra que a divisão ficou bem abaixo do esperado nesse critério.
Uma diferença nos números
Vale um cuidado. Nos destaques de desempenho do próprio relatório, a receita de conteúdo e serviços do Xbox aparece com queda de 5%, e não de 6%. A diferença pode vir da forma de cálculo usada para a remuneração, mas o documento não explica.
Cinco metas perdidas em seis anos
Desde 2020, os executivos da Microsoft têm uma meta ligada ao Xbox. No começo, ela media o crescimento de assinantes do Game Pass. Em 2023, passou a considerar o crescimento da receita de conteúdo e serviços, ou seja, o dinheiro que entra, e não só o número de assinantes.
O resultado de 2026 foi a quinta meta não atingida em seis anos. Isso não significa cinco anos seguidos de queda de receita, já que o critério mudou no meio do caminho, mas mostra que os alvos definidos para a divisão raramente foram cumpridos.
Um ano de reestruturação
Os números chegam no meio da maior reorganização da história do Xbox, comandada pela CEO Asha Sharma. Ao longo do ano, a divisão teve milhares de demissões, mudou a política de lançamentos no Game Pass e passou a levar jogos para outras plataformas.
O relatório não explica a queda nem a atribui a uma decisão específica. Mas o cenário é conhecido: a venda de consoles caiu, como mostraram os dados de setembro em que o Xbox teve o pior setembro da sua história nos EUA, e a margem de lucro da divisão gira em torno de 3%, segundo a Fortune.
O que vem pela frente
A Microsoft segue tentando reequilibrar as contas. Há relatos de novas demissões até janeiro, de um Game Pass à la carte em estudo e da possível venda ou fechamento da Arkane Lyon.
Para os fãs, a pergunta é como essa pressão financeira vai se refletir nos jogos e no próximo console, o Project Helix. E você, acha que o Xbox consegue dar a volta por cima?
