A cena pós-créditos do final da segunda temporada de X-Men ’97, disponibilizada nesta quarta, guarda mais informação do que parece à primeira vista. O dossiê consultado pela Mística esconde algo que já era especulado pelos fãs havia tempo, mas que só agora foi confirmado dentro da própria série.
O documento que passa rápido demais
A cena mostra a personagem lendo o próprio arquivo — um material do governo que cataloga tudo o que as autoridades sabem sobre ela. A lista de parentes é onde mora a surpresa: entre os nomes aparece “Anna-Marie Darkholme”, combinação que une o nome verdadeiro da Vampira ao sobrenome da própria Mística. Isso sugere adoção formal — se o governo registra as duas com o mesmo sobrenome, a relação entre elas seria oficial dentro daquela linha do tempo.
Por que isso muda a leitura da série
A ligação familiar ganha camadas novas com essa revelação. A protagonista passaria a ser irmã adotiva de Noturno, que também é filho da metamorfa — o que dá outro peso para a despedida do mutante no episódio final, agora vista sob a luz desse vínculo. Nos quadrinhos, o nome completo já era conhecido havia décadas: as revistas revelaram “Anna-Marie” como identidade da heroína ainda nos anos 1990, mas a animação clássica original nunca havia tocado no assunto.
Outras pistas escondidas no arquivo
O documento também lista antigos integrantes da Irmandade, incluindo a Feiticeira Escarlate — o que alinha a origem dela naquela continuidade com a das páginas dos quadrinhos.

A conexão faz sentido dentro da grade da série: a primeira temporada já havia confirmado que as animações dos anos 1990 dividem o mesmo universo, incluindo produções dos Vingadores e do Homem-Aranha da época. A Feiticeira Escarlate, aliás, já havia aparecido nesse contexto antes, integrando uma equipe na animação do Homem de Ferro exibida no mesmo período.
A homenagem escondida no arquivo
O documento também lista três codinomes da metamorfa, e as iniciais remetem a intérpretes que já viveram a personagem no cinema e na televisão. Duas referências são reconhecíveis de imediato: Rebecca Romijn e Jennifer Lawrence, que assumiram o papel nos filmes de X-Men. A terceira é mais discreta — Randall Carpenter foi a dubladora original da personagem na animação clássica dos anos 1990.
Esse tipo de detalhe escondido virou marca da casa: já é praticamente tradição da série esconder esse tipo de referência em cenários e documentos, exigindo olhar atento do público. A própria primeira temporada já havia escondido pistas parecidas no arquivo de outro personagem, seguindo a mesma lógica de homenagem.
O que a pista sugere para o futuro
A próxima temporada de X-Men ’97 já parece ter um eixo provável. A produção caminha para adaptar um arco em que a metamorfa se volta contra o próprio filho — leitura reforçada por material apresentado em evento recente, no qual a Irmandade apareceu em imagens divulgadas sem a presença dela, sugerindo um plano paralelo em andamento.
