VisionQuest: James Spader diz que Ultron ganhou “senso de humanidade”

Ultron nunca pareceu tão reflexivo. Em entrevista ao ComicBook, James Spader explicou como o vilão evoluiu em VisionQuest, série do Disney+ que marca o retorno do ator ao papel, agora com muito mais camadas do que em Vingadores: Era de Ultron, de 2015.

Um ator sem computador

A conversa começou com uma confissão bem-humorada. Para interpretar uma inteligência artificial, Spader admitiu que nunca tinha pensado muito no assunto, e que sua relação com tecnologia é quase inexistente:

Eu não pensava de fato em IA em grande medida antes. Sou tecnologicamente tão atrasado. Posso dizer que não tenho computador. Não tenho e-mail. Quer dizer, realmente não tenho muita relação com isso.

James Spader, ao ComicBook

O que interessou ao ator foi o texto de Terry Matalas, showrunner da série. Para Spader, a IA de Era de Ultron é bem diferente da que aparece agora.

O Ultron que aprendeu a ser humano

Na visão do ator, a grande mudança desde o filme é justamente uma camada de humanidade que o personagem não tinha:

Se algo aconteceu com o Ultron desde Era de Ultron, o que aconteceu com ele é que a IA, para ele, é muito mais humana e tem um senso de humanidade que ele não tinha antes. E a relação dele com a humanidade ainda é conflituosa e oscila conforme o humor, mas com um entendimento real.

James Spader

A fala sugere um Ultron mais ambíguo, que talvez fique perto de um anti-herói. Não é mais apenas o robô que queria extinguir a humanidade, mas alguém que entende o que está em jogo, mesmo que ainda tenha conflitos com isso.

Dentro da mente do Visão

A trama se passa na mente do Visão, vivido por Paul Bettany, e confirma uma teoria antiga dos fãs: o herói guardou uma parte de Ultron dentro de si desde o fim de Era de Ultron. Faz sentido, já que o Visão nasceu do corpo que Ultron construiu para si e da Joia da Mente.

Spader já tinha dito que vê a série como uma história maior para o vilão, com ele, o Visão e Thomas Shepard como as grandes forças da narrativa. Matalas, por sua vez, explicou por que preferiu mostrar o rosto do ator em vez de usar apenas um robô digital. O trailer oficial, aliás, já tinha mostrado Ultron e chamado Wanda de “bruxa morta”.

Por que isso importa

Dar profundidade a um vilão de inteligência artificial é uma forma de conversar com debates atuais sem perder o drama do MCU. E as primeiras reações chamaram VisionQuest de melhor produção da Marvel em 2026, o que aumenta a expectativa sobre o papel de Ultron.

Para a Marvel, é mais uma aposta em personagens complexos num momento em que a saga caminha para Vingadores: Doomsday. E você, gostaria de ver Ultron como anti-herói?

Fontes

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