Os beat ‘em ups de rolagem lateral estão vivendo um verdadeiro renascimento nos últimos anos, com franquias como Scott Pilgrim, G.I. Joe, He-Man e Power Rangers ganhando jogos que resgatam o estilo de briga de rua que dominou os consoles nos anos 90. Agora é a vez do universo de The Walking Dead embarcar nessa onda retrô, com o lançamento de The Walking Dead: Streets of Survival, disponível a partir de hoje.
Um brawler ambientado na guerra contra os Saviors
O jogo é desenvolvido pela estúdio argentino Odaclick Game Studio, o mesmo responsável por The Karate Kid: Street Rumble, com publicação a cargo da Trailmark Games em parceria com a AMC Global Media. O título chega para PC via Steam, PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Switch 2, trazendo doze fases recheadas de combos brutais e chefes reconhecíveis pelos fãs da franquia.
A campanha reimagina o consagrado arco conhecido como “All-Out War”, tanto dos quadrinhos quanto da série de TV, que retrata o conflito entre Rick Grimes e seus aliados contra os cruéis Saviors, liderados por Negan. As fases levam o jogador por cenários icônicos do universo, como Alexandria, Hilltop e o Santuário, todos recriados em um visual retrô de pixel art que emoldura armadilhas ambientais e momentos de forte apelo narrativo.
Elenco jogável inclui Negan como personagem desbloqueável
Entre os personagens jogáveis disponíveis desde o início estão Rick Grimes, armado com seu revólver magnum, Michonne, empunhando sua fiel katana, e Daryl Dixon, com sua besta característica. Cada um deles conta com estilo de luta, estatísticas e habilidades de assinatura próprias, garantindo variedade na forma de encarar os combates.
A grande surpresa do elenco fica por conta de Negan, que pode ser desbloqueado como quarto personagem jogável ao longo da campanha. Na prática, isso permite ao jogador inverter completamente o papel de vilão, usando o icônico bastão Lucille contra seus antigos inimigos dentro da própria narrativa do jogo.
Chefes marcantes e dificuldade escalável
Os combates contra chefes prometem ser um dos pontos altos da experiência. Entre os oponentes está Winslow, o Well Walker, um dos zumbis mais lembrados pelos fãs de longa data da série, além de confrontos em múltiplas fases contra o próprio Negan, Simon e outros membros dos Saviors, testando tanto a estratégia quanto os reflexos do jogador.
Para equilibrar a experiência entre veteranos do gênero e jogadores mais casuais, o título conta com múltiplos níveis de dificuldade, incluindo um modo mais fácil pensado para quem só quer acompanhar a jornada sem grande desafio. Já quem busca uma experiência mais dura pode aumentar o nível e enfrentar ondas cada vez mais implacáveis de zumbis e inimigos humanos.
Edições, preço e a ausência que pode incomodar fãs do gênero
The Walking Dead: Streets of Survival chega ao preço de 19,99 dólares na edição padrão, valor sujeito a variação conforme a região e a loja escolhida. Já a edição Deluxe, vendida por 29,99 dólares, adiciona o pacote “Arcade Apocalypse”, que inclui skins extras de armas e personagens, o modo “Poço dos Walkers” de sobrevivência infinita e uma dificuldade hardcore sem pontos de checkpoint.
Um detalhe, porém, pode pesar na recepção do público mais tradicional do gênero: o jogo é uma experiência exclusivamente single-player, sem qualquer modo cooperativo. Historicamente, os beat ‘em ups costumam brilhar justamente na diversão compartilhada entre amigos, e a ausência dessa opção é um ponto de atenção para quem espera repetir a experiência clássica dos brawlers de fliperama.
Vale a pena zerar as ruas dos zumbis?
Com doze fases, quatro personagens jogáveis e chefes carismáticos extraídos diretamente do material original, The Walking Dead: Streets of Survival tem tudo para agradar tanto os fãs históricos da franquia quanto os apaixonados por brawlers retrô. A ausência de modo cooperativo é, sem dúvida, uma pedra no sapato para quem valoriza a experiência compartilhada do gênero.
Ainda assim, o pacote completo, somado ao carinho evidente com a fonte original, sugere um jogo pensado para ser jogado e rejogado nas telas de PC e consoles, aproveitando o momento favorável que os beat ‘em ups retrô vêm vivendo nos últimos anos.
