Depois de anos vivendo à sombra do primo, a Supergirl finalmente tem um legado só seu. Na série “Supergirl” (Vol. 8), escrita e desenhada por Sophie Campbell, Kara Zor-El recebe a Pedra Solar, uma tecnologia kryptoniana que funciona como herança da Casa de El, e com ela ergue o próprio refúgio: a Fortaleza da Solidariedade.
O caminho até a Pedra Solar
Tudo começa em “Superman Unlimited”, quando o General Zod faz chover meteoros de kryptonita sobre a Terra e funda o reino de El Caldero. A família do Superman reage com reforços inusitados, incluindo um Superboy vindo do passado e um Superman recém-chegado de “DC K.O.”.
Mesmo derrotado, Zod tinha uma última cartada: a vilã Ursa recupera uma máquina do tempo e traz uma versão jovem do general, obrigando o Superman a impedir que Krypton seja recriada. Com a ameaça contida, Kara reivindica a Pedra Solar encontrada dentro do meteoro.

Solidariedade, não Solidão
O nome do novo refúgio é uma piscadela à Fortaleza da Solidão de Clark Kent — mas o conceito diz muito sobre a personagem. A conquista coloca Kara em posição mais central na mitologia da DC e a liberta do papel de coadjuvante do Superman.
Em sintonia com o cinema
A mudança conversa com a forma como a heroína vem sendo apresentada fora dos gibis. No filme “Supergirl”, dirigido por Craig Gillespie, Milly Alcock vive uma Kara com identidade própria. Na CCXP México, a atriz definiu a personagem assim:
“Ela não está tentando salvar o mundo, está só tentando salvar o próprio mundo.”
— Milly Alcock
E completou: “Toda versão da Supergirl é valiosa para as jovens verem.”
Resta saber que histórias a Pedra Solar vai render — e esse será o grande desafio de Sophie Campbell daqui para frente.
