Supergirl ganha cenas deletadas e estendidas em lançamento digital

“Supergirl” passou pouco tempo em cartaz nos cinemas, mas quem perdeu a janela agora tem uma boa desculpa para assistir: o lançamento digital, no fim de julho, veio acompanhado de duas cenas que não entraram na versão exibida nas salas.

O que mudou na versão digital

A primeira novidade é uma sequência cortada por completo, mostrando Ruthye Mary Knolle — a jovem que acompanha a protagonista — ao lado da própria família, antes do encontro que muda o rumo de toda a história. A segunda é uma versão estendida de um momento que sobreviveu à montagem final: nela, Kara Zor-El sugere acionar a Vanguarda para mandar o vilão Krem direto para a Zona Fantasma, um detalhe de construção de mundo que acabou cortado da edição de cinema.

Existe um debate legítimo em torno da cena da família: para parte do público, ela ajudaria a criar uma conexão emocional maior com os personagens antes da tragédia que os atinge, e sua ausência teria enfraquecido o impacto daquele trecho no filme.

Por que o filme saiu tão rápido de cartaz

O calendário apertado tem explicação simples: o desempenho nas bilheterias. No quarto fim de semana em cartaz na América do Norte, “Supergirl” arrecadou cerca de 1,5 milhão de dólares, fechando a passagem pelos cinemas com um total mundial próximo de 121 milhões — número considerado baixo para uma produção desse porte.

A própria DC Studios reconheceu publicamente o resultado abaixo do esperado, admitindo que nem todo projeto vai funcionar como planejado, postura pouco comum vindo de um estúdio desse tamanho.

Extras generosos na versão física

Quem esperar pela edição física, prevista para setembro, ganha mais de 90 minutos de conteúdo adicional. O pacote inclui um documentário acompanhando Milly Alcock durante as filmagens, outro sobre a adaptação da história original, além de material sobre design de produção, efeitos práticos das criaturas e a construção da trilha sonora.

Supergirl e Krypto
Kara Zor-El e Krypto em “Supergirl” (Divulgação/DC Studios)

Um dos extras acompanha a transformação de Jason Momoa em Lobo, papel que o ator dizia querer interpretar havia anos. O cão Krypto também ganhou espaço próprio, com um curta animado dedicado só a ele dentro do pacote de bônus.

A origem nos quadrinhos explica o tom

O filme adapta “Supergirl: Mulher do Amanhã”, de Tom King e Bilquis Evely, obra construída com estrutura de faroeste — vingança, estrada e paisagens áridas. Isso explica por que a direção optou por um tom de western espacial em vez da aventura mais colorida que parte do público talvez esperasse. O projeto integra a nova fase do universo DC, reconstruída do zero após o encerramento da gestão anterior.

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