A Netflix perdeu três peças-chave de “Stranger Things” nos últimos meses: os criadores Matt e Ross Duffer e o produtor e diretor Shawn Levy. Em conversa com o The Hollywood Reporter, Ted Sarandos, co-CEO da plataforma, explicou as saídas — e garantiu que não houve ressentimento.
Os Duffer queriam o cinema
Os irmãos anunciaram em agosto do ano passado um acordo exclusivo de quatro anos com a Paramount, cobrindo cinema e TV, e oficializaram a mudança em abril. Sarandos contou que incentivou a decisão:
“Os Duffer trabalharam com a gente por uma década e não queriam fazer mais séries de TV agora. Eles querem fazer grandes filmes de cinema. E eu disse a Matt e Ross: vocês são ótimos no que fazem, e acho que devem ir fazer isso. Vocês têm 40 anos. Não acordem aos 60 desejando ter feito isso 20 anos antes.”
— Ted Sarandos, co-CEO da Netflix
Matt Duffer já tinha resumido a motivação: “O maior atrativo para nós foi poder fazer algo para o cinema, o que a Netflix não faz.” O primeiro filme da dupla na Paramount está marcado para 3 de novembro de 2028.
Shawn Levy e Star Wars
Levy fechou com a 20th Television, da Disney, após cerca de uma década na Netflix; o contrato, via 21 Laps Entertainment, começa em outubro do ano que vem. Ele dirige “Star Wars: Starfighter”, com Ryan Gosling e Amy Adams, previsto para 2027.

Para Sarandos, a ida para a Disney foi natural:
“O problema, quando você tem um acordo geral com alguém que tem compromissos em outros lugares, é que você vive em conflito pelo tempo da pessoa. E o Shawn vai fazer filmes de Star Wars por um bom tempo. Então o fato de o acordo dele ser com a Disney faz muito sentido.”
— Ted Sarandos, co-CEO da Netflix
Projetos que Levy desenvolvia na Netflix, como o drama de hóquei “Sticks”, seguem de pé, segundo o executivo.
Hawkins continua
Sarandos lembrou que a Netflix segue dona da franquia, que já se expande com a animação “Stranger Things: Histórias de 85”, e foi enfático: “O universo de Stranger Things vai continuar a fazer parte desse sucesso para sempre.”
As saídas mostram como estúdios com forte presença nos cinemas, como Paramount e Disney, seguem atraindo criadores que querem trabalhar em grande escala — algo que a Netflix, focada no streaming, não oferece.
