Sete anos depois de A Ascensão Skywalker dividir opiniões nos cinemas, uma pergunta segue sem resposta clara dentro do universo Star Wars: o que fazer com Rey? A personagem vivida por Daisy Ridley, que deveria carregar nas costas uma nova era da saga, parece ter sumido do radar da Lucasfilm — e uma análise recente do site especializado ScreenRant reacendeu justamente essa discussão sobre os rumos incertos da heroína.
Uma protagonista fora dos grandes projetos
Quando foi apresentada, Rey carregava uma missão e tanto: liderar a próxima geração de fãs de Star Wars, com a bênção simbólica de ninguém menos que Luke Skywalker e Leia Organa. Desde o fim da trilogia sequencial, porém, a personagem praticamente desapareceu dos grandes lançamentos da franquia.
Não existe série de quadrinhos canônica de peso estrelando Rey, nenhum livro impresso relevante, nenhum game oficial e nenhuma produção do Disney+ colocando-a no centro da história. Sua aparição mais notável nos últimos tempos foi na animação fora do cânone LEGO Star Wars: Rebuild the Galaxy — o que já dá uma ideia do tamanho do hiato em que a personagem se encontra.
Diante desse cenário, cresce entre os fãs a sensação de que Disney e Lucasfilm estão hesitantes em dar continuidade à jornada de Rey, frustrando quem recebeu o retorno de Daisy Ridley ao papel como um grande acontecimento na época do anúncio.
O filme anunciado que ainda não saiu do papel
Na Star Wars Celebration 2023, a Lucasfilm revelou um novo longa, provisoriamente chamado de Star Wars: New Jedi Order (Nova Ordem Jedi). A produção ficaria a cargo de Sharmeen Obaid-Chinoy e se passaria 15 anos após A Ascensão Skywalker, com Rey já consolidada como Mestre Jedi — um salto temporal e narrativo e tanto para a personagem.
De lá para cá, no entanto, o projeto mergulhou num silêncio que preocupa. Em vez de avançar com essa história específica, a franquia priorizou caminhos alternativos: O Mandaloriano & Grogu, que não performou como esperado nas bilheterias, e Star Wars: Starfighter, aventura independente dirigida por Shawn Levy e estrelada por Ryan Gosling.

Esse impasse em torno do futuro de Rey nas telonas já vinha sendo citado como um dos maiores desafios enfrentados pela Lucasfilm nos últimos anos — e, até o momento, segue sem qualquer sinal de solução definitiva.
Um nome que talvez tenha se tornado um peso
A análise do ScreenRant sustenta que o sobrenome Skywalker, adotado pela personagem no fim da trilogia, acabou aprisionando Rey a um legado praticamente impossível de honrar à altura — o que seria uma pena, considerando a riqueza dramática que a personagem ainda tem a oferecer. Ela teria potencial de sobra para servir como elo entre a saga Skywalker e territórios narrativos ainda inexplorados, ajudando a redefinir o que significa ser um Jedi no universo moderno da franquia.
Uma comparação que ajuda a ilustrar esse caminho é a iniciativa editorial A Alta República, ambientada séculos antes de A Ameaça Fantasma, que conseguiu expandir o universo de Star Wars de forma criativa sem depender dos nomes já consagrados da saga. Rey poderia cumprir um papel parecido no formato audiovisual, longe da sombra imediata dos Skywalker.
A franquia como um todo vive um momento delicado: nova liderança nos bastidores, dificuldade de retorno consistente às grandes telas e alta rotatividade de talentos entre um projeto e outro. Nesse contexto, o regresso de Rey poderia oferecer o melhor dos dois mundos — a nostalgia ligada à saga Skywalker somada à promessa de algo genuinamente novo, com uma ameaça inédita capaz de substituir os Sith como força antagonista central.
Existe ainda quem especule que a Lucasfilm esteja simplesmente aguardando o aniversário de 50 anos de Star Wars, em 2027, para anunciar novidades de peso envolvendo a personagem. Rey poderia até passar o bastão para uma nova geração de heróis, em papel parecido ao que Luke assumiu em Os Últimos Jedi. Por enquanto, tudo continua no terreno das apostas — e o capítulo definitivo de Rey Skywalker segue esperando para ser escrito.
