Sony reforça que novos jogos de PS5 serão só digitais a partir de 2028

Quem esperava que a Sony recuasse sobre o fim da mídia física no PlayStation recebeu mais uma resposta negativa. Ao anunciar o PS5 Digital Edition Midnight Black, modelo exclusivo do Japão, a empresa repetiu que os novos jogos lançados a partir de janeiro de 2028 serão vendidos apenas em formato digital.

O que a Sony disse

O aviso aparece no PlayStation Blog japonês, logo abaixo dos detalhes do novo console. Segundo o texto, os títulos lançados a partir dessa data serão vendidos só como download, tanto na PlayStation Store quanto no varejo, provavelmente por meio de códigos. A Sony garante que os discos de jogos lançados antes de 2028 continuarão funcionando normalmente.

O PS5 preto do Japão

  • Lançamento: 19 de novembro de 2026, só no Japão, com pré-venda a partir de 20 de outubro.
  • Preço: 55.000 ienes.
  • Armazenamento: SSD de 825 GB.
  • Leitor de discos: vendido à parte, na mesma cor, por 11.980 ienes.
  • Restrição: só funciona com contas configuradas em japonês e com o Japão como região, o que inviabiliza a importação.

Um plano que resiste às críticas

A Sony anunciou o fim dos discos para novos lançamentos em julho, e desde então a decisão virou alvo de colecionadores, de quem gosta de revender jogos usados e de defensores da preservação dos games. Nas semanas seguintes, surgiram relatos não oficiais de que a empresa estaria consultando desenvolvedores sobre o tema, mas outras fontes negaram qualquer recuo.

Kenzo Saruhashi, presidente da NIS America e CEO da Nippon Ichi Software, chegou a dizer ao Kotaku, durante a PAX West, que a Sony estaria ouvindo bastante o feedback dos consumidores. Na mesma conversa, porém, evitou promessas.

Acho que eles estão ouvindo muito o feedback dos consumidores.

Kenzo Saruhashi, presidente da NIS America

Por que a Sony insiste

A empresa aposta no crescimento das vendas digitais, que já representam a maior parte da receita com jogos no PlayStation e dão margens maiores do que os discos. Na prática, muitos jogos físicos já dependem de downloads enormes para funcionar, como mostramos no caso de Final Fantasy 7 Revelation, cuja edição física exige download antes de jogar.

O que muda para o jogador brasileiro

No Brasil, o impacto pode ser ainda maior. A mídia física sempre foi uma forma de economizar, com promoções no varejo e o mercado de usados, e muita gente tem internet limitada para baixar jogos que passam de 100 GB. Com o fim dos discos, o preço da loja digital e as promoções da PlayStation Store passam a pesar ainda mais na decisão de compra. Resta saber se a concorrência vai seguir o mesmo caminho ou usar a mídia física como diferencial, como discutimos em Nintendo pode ser a última a resistir ao fim dos discos.

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