O filme do Sargento Rock, um dos heróis de guerra mais clássicos da DC, chegou muito perto de sair do papel. Previsto para começar a ser filmado em 2025, o projeto foi interrompido às vésperas das câmeras. Agora, o roteirista Justin Kuritzkes contou como seria o longa que nunca existiu.
Uma equipe de prestígio
A direção seria de Luca Guadagnino, parceiro de Kuritzkes em “Rivais” e “Queer”, e Colin Farrell viveria o sargento Frank Rock. Mike Faist era outro nome cotado para o elenco.
Criado por Robert Kanigher e Joe Kubert em “Our Army at War” #81, de 1959, Rock comanda a Companhia Moleza, uma unidade fictícia de infantaria na Segunda Guerra Mundial.
Super-heróis sem superpoderes
Kuritzkes descreveu uma abordagem experimental, distante das grandes produções do gênero:
“Nenhuma das pessoas que planejavam fazer isso era particularmente interessada em fazer grandes filmes de super-heróis.”
— Justin Kuritzkes, roteirista de Sargento Rock
Ainda assim, ele enxergava o projeto como parte desse universo, só que por outro ângulo:
“Sargento Rock era, em essência, um filme de super-heróis sobre heróis do cotidiano, humanos, pessoas normais, em que os super-heróis não eram o foco de modo algum.”
— Justin Kuritzkes, roteirista de Sargento Rock

Quem puxou o freio?
Perguntado sobre o motivo do cancelamento, o roteirista desconversou e apontou o caminho: “Você pode perguntar à DC Studios.” A propriedade, aliás, tem um longo histórico de tentativas frustradas — Arnold Schwarzenegger, Guy Ritchie e Francis Lawrence já estiveram ligados a versões que nunca saíram do papel.
Não foi o único
A DC Studios tem deixado outros projetos de lado. Em agosto, a série de Amanda Waller e o thriller “Paraíso Perdido” foram para a geladeira, sem cancelamento formal, e uma animação do Besouro Azul teria sido engavetada em julho.
O caso mostra como ideias fora do molde tradicional dos heróis encontram mais resistência. Para os fãs, fica a curiosidade sobre um filme de guerra autoral que poderia ter ampliado o que se entende por “filme da DC”.
