Resident Evil: entenda o final do filme e o que pode vir a seguir

Quando surgiu a notícia de que Zach Cregger, diretor por trás do cult “Noites Brutais”, assumiria a nova versão de “Resident Evil”, muita gente ficou surpresa. Não só porque ele havia construído sua reputação como cineasta de histórias originais, mas também porque isso significava que a franquia de games, marcada por adaptações irregulares ao longo dos anos, finalmente teria uma chance real de redenção.

Um final que divide opiniões entre os fãs

Alguns fãs torceram o nariz quando ficou claro que o filme de Cregger não traria nenhuma história ou personagem conhecido dos games para a telona. Ainda assim, a produção conseguiu fazer algo ainda mais distinto: capturar o tom e a sensação de jogar um game de terror de sobrevivência através do cinema.

Pelo que se sabe até agora, funcionou. “Resident Evil” é o filme mais bem avaliado de toda a franquia baseada nos games da Capcom, e é hoje a adaptação de videogame mais bem avaliada da história do cinema. Mesmo sendo uma aventura enxuta de 90 minutos, o final ainda é algo capaz de deixar muita gente coçando a cabeça.

O final de Resident Evil, explicado

Todo o eixo da trama gira em torno de Bryan, vivido por Austin Abrams. Ele tenta entregar algo ao Hospital Geral de Raccoon City, mas tem encontros violentos pelo caminho, incluindo um cachorro mutante aterrorizante, e é mordido no braço por uma garotinha infectada. Bryan se vê dentro de um carro com um executivo da Umbrella Corporation, quando finalmente surgem as respostas.

Bryan não está entregando um órgão para uma criança doente: ele está levando uma parte da cura para o vírus desenvolvido pela Umbrella. O destino é a equipe de laboratório capaz de sintetizá-la. Dado seu próprio estado, Bryan quer uma dose da cura para si mesmo.

Ele ainda precisa lutar contra zumbis, monstros que vomitam ácido e uma criatura amalgamada para conseguir chegar ao laboratório. Mesmo lá, depois de entregar a cura, fica claro algo perturbador: a mordida que ele sofreu finalmente está transformando seu corpo.

Bryan faz de tudo para esconder como sua mão está sofrendo mutação, mas logo se torna impossível. Tentáculos começam a brotar de suas costas, e uma boca gigantesca cheia de dentes se abre em seu estômago. Ele começa a assumir a forma de um monstro digno de “O Enigma de Outro Mundo”, clássico de John Carpenter.

Um momento desolador e calculado

Para tornar tudo ainda mais dilacerante, Bryan continua implorando pela cura enquanto seus próprios membros ganham vida própria e destroem os cientistas ao redor. Tudo culmina no momento final: a cura escapa de suas mãos e cai mais de 20 andares abaixo. Um helicóptero da Guarda Nacional voa pela cena, um holofote ilumina o Bryan completamente mutado, e a tela corta para preto e para o título do filme.

Esse desfecho pode gerar uma reação forte em parte do público, não só por ser um momento sombrio após 90 minutos ao lado de um protagonista tão cativante, mas também pela abrupção do corte. Ainda assim, parece existir uma intenção clara por parte de Cregger: mesmo sendo uma criação totalmente inédita, e não um monstro visto nos jogos, o filme parece ter sido a origem de uma épica batalha contra um chefão, nos moldes dos próprios games. Não há qualquer indicação oficial de que uma sequência esteja a caminho, mas Cregger já demonstrou interesse nisso.

Existe cena pós-créditos?

Dado o padrão dos blockbusters modernos, muitos fãs devem estar se perguntando se “Resident Evil” tem alguma cena pós-créditos ou intermediária. A resposta é simples: não existe. Quando o título do filme aparece após a sequência final, é isso mesmo, não há mais nada.

Se algum dia surgir uma sequência mostrando esse monstro sendo enfrentado por alguém como Leon Kennedy, isso provavelmente vai dividir a plateia sobre para quem torcer: o Bryan mutante ou o novo protagonista. A recepção crítica extremamente positiva do filme reforça as expectativas para o futuro da franquia, que também segue se expandindo para outras plataformas de streaming, com uma série produzida pela Netflix já em desenvolvimento.

“Resident Evil” está em cartaz nos cinemas.

Carregando…
Publicidade
ESPAÇO PUBLICITÁRIO · 970×90