Todo mundo sabe que Homem-Aranha: Um Novo Dia parte da premissa de que o mundo esqueceu quem é Peter Parker. No entanto, o final do filme deixa uma possibilidade interessante em aberto, que tem reacendido as esperanças dos fãs do trio formado por Peter, MJ e Ned Leeds — e a explicação passa por dois detalhes discretos que quase ninguém comentou.
De onde vem o problema
Vale relembrar o ponto de partida: no fim de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, o protagonista precisa ser apagado da memória de todos para salvar o multiverso. A promessa feita a MJ, personagem de Zendaya, era de que ele voltaria para se reapresentar. O novo filme começa justamente com essa promessa não cumprida.
O primeiro detalhe do desfecho
A descoberta da identidade não vem da memória. MJ encontra uma carta que o protagonista havia escrito e nunca enviado, e é assim que entende quem ele é. Ela deixa claro, porém, que continua sem lembrar de nada, em um momento frustrante para o personagem e para o público.
A cena final muda o clima: MJ aparece sentada no mesmo telhado de sempre, sorrindo discretamente e segurando o colar que ganhou em Homem-Aranha: Longe de Casa.

O segundo detalhe, e talvez o mais importante
Ned Leeds, papel de Jacob Batalon, também dá sinais. Quando Peter se apresenta e executa o cumprimento complicado que os dois criaram, o amigo reage com reconhecimento imediato. Há uma possível explicação bastante interessante: Ned demonstrou aptidão natural para magia no filme anterior, o que abriria caminho para uma reversão parcial e involuntária do feitiço.
Onde entra a antagonista
A teoria mais popular envolve a vilã do longa, a mutante Jean Grey, vivida por Sadie Sink. Como ela invadiu a mente de várias pessoas, incluindo a de MJ, parte do público acredita que aquilo destravou algo. Existe um detalhe que complica a hipótese: quando ela acessa a mente da personagem, encontra ali um vazio absoluto, sem qualquer registro do protagonista. A saída possível seria outra — ela também esteve dentro da cabeça dele, e pode ter transferido lembranças em vez de recuperar as apagadas.
O detalhe que ninguém resolveu
Tudo esbarra na natureza do feitiço original. Vale lembrar que aquele encantamento foi conduzido em condições bastante irregulares, com o próprio Doutor Estranho admitindo perda de controle. Se as memórias foram apagadas, não há o que restaurar; se apenas ficaram bloqueadas, tudo muda. Nada disso foi esclarecido em tela.
Há ainda uma variável que a discussão costuma ignorar: acontecimentos posteriores em outro filme da franquia mexeram bastante com a estrutura do multiverso, e ninguém explorou se aquilo teve efeito sobre encantamentos lançados antes. A ambiguidade parece proposital — encerrar com esperança sem cravar explicação dá liberdade total para o próximo filme. Homem-Aranha: Um Novo Dia segue em cartaz nos cinemas brasileiros.
