A nova versão de Orgulho e Preconceito da Netflix já tem data de estreia confirmada. A série chega à plataforma em 3 de dezembro, com Emma Corrin no papel de Elizabeth Bennet e Jack Lowden como o senhor Darcy, em uma temporada com seis episódios.
O anúncio foi feito no lugar certo
A criadora da série escolheu um palco bastante simbólico para a revelação: Dolly Alderton anunciou a data e divulgou as primeiras imagens oficiais durante o Jane Austen Festival, realizado em Bath, na Inglaterra. O evento é considerado o maior do tipo no mundo, reunindo devotos da escritora que circulam pela cidade vestidos à moda do período Regência.
Quem é quem na família Bennet
Dois nomes de peso encabeçam a família na nova produção: Olivia Colman vive a senhora Bennet, enquanto Rufus Sewell interpreta o senhor Bennet. As cinco irmãs também já apareceram nas primeiras imagens divulgadas: Emma Corrin como Elizabeth, a protagonista; Freya Mavor como Jane, a mais velha das irmãs; Hopey Parish como Mary; Hollie Avery como Kitty; e Rhea Norwood como Lydia.
Os pretendentes
Quatro personagens masculinos completam o núcleo principal da trama. Jack Lowden, conhecido por Slow Horses, assume o papel de Fitzwilliam Darcy. Daryl McCormack interpreta Charles Bingley, Jamie Demetriou vive o clérigo senhor Collins, e Louis Partridge dá vida a George Wickham.
Fiel ao livro, mas com liberdades
A proposta da nova série combina respeito ao material original com uma boa dose de ousadia criativa. A produção segue de perto o romance de 1813, mas se permite algumas escolhas próprias ao longo da adaptação. Dolly Alderton não é um nome estranho ao público britânico, conhecida por obras que exploram relacionamentos e amizade feminina em outros projetos.
A história por trás do livro
Poucos leitores conhecem o percurso conturbado do romance original. Jane Austen começou a escrevê-lo ainda aos 20 anos, em 1796, sob outro título: First Impressions. A recepção inicial foi dura — um editor chegou a recusar o manuscrito logo na primeira leitura, sem sequer considerar publicá-lo.
A espera para ver o livro finalmente impresso durou 15 anos. Quando chegou às livrarias, a obra saiu sem o nome da autora na capa, apenas com o título novo que conhecemos hoje.
Uma adaptação entre muitas
A concorrência histórica que a nova série enfrenta assusta apenas de se pensar. O romance já rendeu versões célebres ao longo das décadas, incluindo a minissérie da BBC de 1995 e o filme de 2005 estrelado por Keira Knightley. O desafio da nova produção é o mesmo de sempre enfrentado por cada nova adaptação: fazer com que cada geração reconheça os próprios códigos dentro da história, sem perder o que a tornou duradoura ao longo de mais de dois séculos.
O drama de época vive um bom momento dentro do streaming atualmente, e a Netflix aposta na data de estreia no início de dezembro como uma grande atração de fim de ano para o catálogo da plataforma.
