Depois de anos preso em um limbo de formatos trocados e roteiristas substituídos, o projeto do Nova na Marvel Studios parece finalmente ter encontrado um rumo. De acordo com o Deadline, o roteirista Michael Waldron foi contratado para desenvolver uma versão completamente nova da história do herói cósmico — e dessa vez, o destino é o cinema, não mais o streaming.
Uma trajetória cheia de idas e vindas

Vale relembrar o caminho percorrido até aqui para entender a confusão em torno do projeto. A Marvel confirmou publicamente a intenção de levar Nova ao UCM ainda em 2022, mas os relatos sobre o formato final sempre se contradisseram. Sabir Pirzada, roteirista de Cavaleiro da Lua, chegou a desenvolver um roteiro pensado para uma série — versão que acabou engavetada antes de avançar.
Agora, segundo a reportagem, Waldron entra justamente para propor uma abordagem inteiramente nova. Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que ele deve assinar o roteiro com a possibilidade de também assumir a direção, caso o projeto avance das primeiras etapas. É importante frisar que o filme ainda estaria em estágio bem inicial de desenvolvimento — nem a Marvel nem representantes do roteirista se pronunciaram oficialmente até o momento.
A ficha técnica que sustenta a aposta
O nome de Waldron não é estranho para quem acompanha de perto o UCM. Ele assina o roteiro de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e foi showrunner de Loki, uma das séries mais elogiadas do catálogo do Disney+. Atualmente, também está envolvido nos roteiros de Vingadores: Doutor Destino e Vingadores: Guerras Secretas, trabalhando ao lado de Stephen McFeely. Poucos profissionais no estúdio hoje têm uma visão tão ampla dos próximos passos da franquia — o que sugere que o filme do Nova pode já estar sendo pensado como peça de encaixe para o que vem depois da saga atual.
Kevin Feige já vinha preparando o terreno
“Tempo é uma coisa relativa, certo? Eu falava sobre Doutor Estranho uns oito anos antes de o filme sair. Então potencial imediato é algo relativo. Mas claramente não estamos fugindo do lado cósmico das histórias, que é exatamente onde as Tropas Nova e o próprio Nova se encaixam.”
Kevin Feige, presidente da Marvel Studios
O que se sabe (e o que ainda é só teoria) sobre a trama

Praticamente nada da trama foi confirmado. Antes da mudança de rumo, circulavam informações de que o Aniquilador seria o vilão da versão em série, com Richard Rider e Sam Alexander dividindo protagonismo na história. Com a troca de formato e de roteirista, porém, esses planos podem já ter sido completamente reformulados.
Entre observadores, a aposta mais provável é que o longa parta da destruição das Tropas Nova por Thanos, evento que aconteceu fora de tela pouco antes de Vingadores: Guerra Infinita. A corporação foi apresentada ao público lá em 2014, no primeiro Guardiões da Galáxia — o que, na época, já gerava expectativa de que Rider surgisse dentro daquela franquia.
Por que o cinema faz mais sentido agora
A mudança de formato talvez seja a informação mais reveladora de tudo isso — e diz muito sobre o momento atual da Marvel. O estúdio passou os últimos anos revendo sua estratégia para televisão, reduzindo o volume de séries e concentrando esforços nos lançamentos que realmente movimentam bilheteria. Um herói cósmico com escala espacial gigantesca simplesmente funciona melhor na tela grande do que fatiado em episódios.
Existe também uma lacuna evidente a ser preenchida: com os Guardiões da Galáxia encerrando o ciclo comandado por James Gunn, o setor cósmico do UCM ficou sem um protagonista claro. Nova poderia ocupar exatamente esse espaço, com a vantagem extra de já ter parte de sua mitologia estabelecida em tela. Contratar um roteirista de confiança que já domina o quebra-cabeça narrativo dos próximos anos reduz o risco de descompasso — mas, claro, nada garante ainda que o filme será de fato aprovado para produção.
