Nárnia: por que começar por O Sobrinho do Mago pode ser a grande sacada de Greta Gerwig

Quem pensa em As Crônicas de Nárnia quase sempre lembra dos irmãos Pevensie atravessando o guarda-roupa. Por isso, a decisão de Greta Gerwig de começar o novo projeto da Netflix por O Sobrinho do Mago pode ser o maior acerto da adaptação: em vez de recontar uma história conhecida, o filme apresenta algo que nunca chegou às telas do cinema.

Sempre os mesmos irmãos

Desde 1950, quando O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa foi publicado, a obra de C.S. Lewis ganhou séries de TV em 1967, 1979 e 1988, além dos filmes produzidos pela Disney e pela Walden Media nos anos 2000. Em quase todas essas versões, o foco foi o mesmo: os Pevensie e o primeiro livro.

No cinema, a franquia ainda avançou com Príncipe Caspian e A Viagem do Peregrino da Alvorada, mas perdeu fôlego antes de completar a saga. Em 2018, a Netflix fechou um acordo com a C.S. Lewis Company para recomeçar do zero, e agora fica claro que a ideia é seguir por outro caminho.

Um prelúdio como ponto de partida

Publicado em 1955, O Sobrinho do Mago conta como Nárnia surgiu. É um prelúdio que mostra a criação do mundo mágico e a origem de elementos que aparecem nos livros seguintes. Com isso, Gerwig não precisa competir com imagens que o público guarda na memória e ganha liberdade para criar a própria versão.

O elenco reforça a ambição do projeto, com Daniel Craig, Meryl Streep, Emma Mackey e Carey Mulligan, além dos estreantes David McKenna e Beatrice Campbell. A trilha fica com Mark Ronson e Andrew Wyatt, dupla que já trabalhou com a diretora em Barbie. Os papéis de cada ator ainda não foram detalhados oficialmente.

Datas e formato

O filme chega aos cinemas em 12 de fevereiro de 2027, com sessões antecipadas em IMAX no dia 10, e entra no catálogo da Netflix em 2 de abril de 2027. Já falamos dos detalhes do calendário quando Nárnia: O Sobrinho do Mago ganhou data de estreia. Enquanto isso, continuam as especulações sobre quem dará voz a Aslam, sem nenhuma confirmação até agora.

Recomeçar sem apagar o passado

Para a Netflix, a estratégia tem lógica. Em vez de disputar com a memória afetiva de quem viu os filmes antigos, a empresa oferece um recomeço cronológico e deixa espaço para chegar aos Pevensie mais adiante, se a nova franquia der certo.

Para os fãs de longa data, a notícia é animadora, porque o universo de Lewis ganha profundidade nas telas. Ainda assim, o risco é alto: com um orçamento grande e a pressão de reviver uma saga querida, qualquer escorregão pesa em dobro. Por enquanto, começar pelo começo parece a escolha mais sensata.

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