A Ubisoft redesenhou mais uma vez seu mapa interno. A sueca Massive Entertainment, criadora de “The Division”, passa a ser a “Casa Criativa 2” (Creative House 2) da empresa e assume o comando das franquias “Tom Clancy’s The Division”, “Ghost Recon” e “Splinter Cell”, além de uma nova propriedade intelectual provisoriamente chamada “March of Giants”.
Parte de um corte de 180 milhões de euros
A mudança acompanha a terceira — e supostamente última — fase da reestruturação da Ubisoft, que busca reduzir despesas em cerca de 180 milhões de euros (o plano inicial falava em 200 milhões). Para isso, equipes de Montreal, Paris e Toronto passam a trabalhar sob a bandeira da Massive.
O gerente geral da nova divisão, Christoph Hartmann, defendeu a integração em comunicado:
“Trazer nossas equipes juntas sob uma única identidade nos dá a oportunidade de combinar a energia criativa e a experiência em Montreal, Paris, Suécia e Toronto para moldar a próxima geração dessas franquias icônicas, criar novos jogos e IPs, e impulsionar nossa arte e tecnologia para frente.”
— Christoph Hartmann, gerente geral da Massive Entertainment
A Ubisoft segue responsável pela publicação, e os jogos em andamento não devem ser pausados ou cancelados por causa da reorganização.

Sinal de vida para Sam Fisher
A notícia chega junto de outro indício de que o remake de “Splinter Cell” segue firme. Segundo o Insider Gaming, a Ubisoft Toronto abriu ao menos três vagas ligadas ao jogo nos últimos meses, incluindo produtor e líder de level design — duas delas nas últimas semanas. Anunciado em dezembro de 2021, o remake usa o motor Snowdrop e promete manter a estrutura linear e focada em furtividade do original de 2002. O diretor David Grivel, que havia deixado a empresa em 2022, voltou em dezembro de 2025 para retomar o projeto.
Por que a mudança pode ser boa
As séries com o selo Tom Clancy sofreram por anos com trocas de direção e mudanças bruscas de tom. Reuni-las sob um só teto promete uma visão criativa mais coerente — e com a Massive, dona do Snowdrop, um dos motores mais bonitos do mercado. Para a Ubisoft, o movimento corta custos administrativos e concentra recursos na produção. Se “March of Giants” vingar, a reestruturação pode ser lembrada como a virada da década para a empresa.
