Final Fantasy 7 Revelation deve seguir a tendência de crescimento que já marcou os capítulos anteriores da trilogia de remakes. O diretor Naoki Hamaguchi confirmou, em entrevista ao site VGC durante a Tokyo Game Show 2026, que o capítulo final da saga deve exigir aproximadamente 200 GB de espaço em disco — um número que, segundo ele, ainda não é definitivo, já que alguns detalhes de desenvolvimento continuam sendo ajustados pela equipe.
O maior jogo da trilogia, até agora
Para efeito de comparação, Final Fantasy VII Remake ocupa cerca de 94 GB no Steam, enquanto Rebirth já havia elevado esse patamar para aproximadamente 159 GB. Questionado diretamente se o novo jogo ultrapassaria o espaço equivalente aos dois discos Blu-ray físicos usados nas edições anteriores, Hamaguchi foi direto ao confirmar que sim, o tamanho do arquivo digital vai superar essa marca.
Versão física vai exigir download complementar
O diretor confirmou que a Square Enix pretende lançar uma edição física de Revelation, mas ela não trará todo o conteúdo gravado diretamente no disco. Segundo Hamaguchi, a equipe não quis comprometer a qualidade e a escala do jogo apenas para encaixá-lo na capacidade das mídias físicas disponíveis atualmente, o que torna obrigatório um download complementar em qualquer plataforma — mesmo para quem optar por comprar a cópia em loja física.
Hamaguchi reconheceu que existem opiniões bastante divergentes sobre esse assunto entre os jogadores, mas destacou que a equipe de desenvolvimento precisa, em certa medida, superar as limitações do hardware de mídia física atual. Ainda assim, ele fez questão de reforçar que entregar algum tipo de produto físico continuava sendo importante para o estúdio, mesmo em um cenário onde a relevância das mídias físicas na indústria segue incerta.
Hamaguchi não teme críticas sobre o tamanho do mundo aberto
Parte da imprensa e dos fãs já demonstrou preocupação com a possibilidade de a escala do jogo ser grande demais para se manter coesa. Hamaguchi, porém, disse não estar preocupado com esse tipo de crítica. Segundo ele, a demonstração apresentada à mídia durante o evento começa a partir do Capítulo 4, alguns momentos depois do início da campanha, com o objetivo específico de mostrar a densidade de atividades disponíveis no mundo aberto do jogo.
O diretor explicou ainda que missões bloqueadas por nível de personagem foram incluídas de propósito nessa demonstração, justamente para deixar claro aos jogadores que ainda há muito mais conteúdo para se explorar além do que foi mostrado. Já a demonstração jogável disponibilizada ao público geral na Tokyo Game Show segue uma lógica diferente: trata-se de uma versão mais enxuta, focada em um capítulo inicial, pensada para apresentar o funcionamento do sistema de combate e introduzir a narrativa de forma mais direta.
DLCs de Vincent Valentine e Sephiroth confirmadas
Hamaguchi também confirmou oficialmente duas DLCs de história, cada uma centrada em um personagem específico: uma dedicada a Vincent Valentine e outra a Sephiroth. Segundo o diretor, a melhor forma de imaginar esse conteúdo adicional é compará-lo à DLC “Intermission”, lançada para Remake e focada na personagem Yuffie.
A ideia por trás desses conteúdos extras é aprofundar a construção desses dois personagens sem comprometer o desfecho definitivo já planejado para a trama principal. Hamaguchi não revelou se as histórias das DLCs acontecem no passado ou no presente da linha do tempo do jogo, mas prometeu novidades sobre o assunto em breve.
Uma curiosidade sobre o minigame de piano e Tifa
Em um momento mais descontraído da entrevista, Hamaguchi deixou escapar um detalhe inédito: o minigame de piano que já havia aparecido em Rebirth foi bastante expandido em Revelation e agora vai conter informações relacionadas a Tifa Lockhart, permitindo aos jogadores aprender mais sobre a personagem por meio dessa mecânica musical.
Lançamento e o futuro da Complete Edition japonesa
Final Fantasy 7 Revelation chega em 8 de abril de 2027 para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC, encerrando uma jornada de reimaginação da história original que já dura mais de dez anos. Sobre a possibilidade de a Complete Edition física, lançada até agora apenas no Japão, chegar também ao Ocidente, Hamaguchi preferiu ser evasivo, citando limitações no cronograma de produção e a necessidade de manter as tiragens limitadas. Segundo ele, a decisão final sobre o assunto cabe a outras áreas da empresa.
