A expansão Super Limit-Breaking NEO, lançada nesta semana para Dragon Ball: Sparking! ZERO, trouxe o maior pacote de lutadores da história do jogo da Bandai Namco. Em vez de focar só em rostos recentes, a seleção funciona como um passeio guiado pela obra de Akira Toriyama, dos primórdios do Dragon Ball clássico até os capítulos não canônicos de Dragon Ball GT. Reunimos os destaques de cada era e o papel que cada lutador ocupa na mitologia da franquia.
Da Red Ribbon ao 23º Torneio: a era clássica
O recorte mais antigo do DLC resgata nomes que não pisavam em um game há anos. O Androide 8, primeiro androide da franquia, foi criado pelo Exército Red Ribbon mas se recusa a lutar por maldade — o que o torna, até hoje, um dos personagens mais queridos da fase inicial da obra. Do mesmo arco vem o General Blue, oficial vaidoso da Red Ribbon cujos poderes telecinéticos quase custaram caro a Goku na Caverna dos Piratas.
A expansão também resgata Tao Paipai, o assassino mais temido do mundo segundo a própria história, contratado pela Red Ribbon para eliminar Goku — sua forma ciborgue, adotada após a derrota, ainda não está disponível no jogo. Do lado mais místico entra Akkuman, demônio a serviço da vidente Vovó Uranai, cuja técnica de amplificar a maldade do oponente falha de forma cômica contra o coração puro de Goku.
Fecham esse grupo Piccolo Daimaoh, o maior antagonista do Dragon Ball original e origem direta do Piccolo que os fãs conhecem hoje, e as versões de Tenshinhan, Goku e Chichi do 23º Torneio de Artes Marciais — arco que marca a virada de Goku para a vida adulta e o fim da fase clássica da franquia.

Dragon Ball Z: divindades, disfarces e o legado de Bardock
A fase Z contribui com nomes que vão do cômico ao trágico. Kaiohshin surge no 25º Torneio para alertar os heróis sobre o mago Babidi, revelando um patamar divino acima de tudo que os Guerreiros Z conheciam até então. Já Mighty Mask nasce de uma travessura: o disfarce que Trunks e Goten usam, roubado de um lutador mascarado, para participar do mesmo torneio escondendo a identidade.
O DLC também traz Uub criança, reencarnação humana do Majin Boo original a pedido do próprio Goku, e o Rei Vegeta, soberano do planeta Saiyajin morto ao liderar uma revolta contra Freeza. Do especial sobre o pai de Goku vêm Bardock em sua forma Super Saiyajin — conquistada em uma história alternativa contra o pirata Chilled — além de Fasha e Toma, companheiros de esquadrão mortos pelas forças de Freeza.
Dragon Ball Super e a era GT
Da fase Super chegam Champa, Deus da Destruição do Universo 6 e rival fraterno de Bills, e Jaco, o atrapalhado Patrulheiro Galáctico que só não impediu a maior ameaça à Terra porque a tal ameaça era o próprio Goku, ainda bebê, recém-chegado ao planeta.
Já Dragon Ball GT contribui com a versão mais madura de Vegeta — incluindo sua forma Super Saiyajin 4, conquistada na luta contra o Omega Shenlong — e com Trunks adulto, que troca a presidência da Corporação Cápsula pela caçada às Esferas do Dragão de Estrelas Negras. Completam o time o Lutador do Inferno 17 e sua fusão Super 17, vilões que abrem um portal entre o Inferno e a Terra, e Nuova Shenlong, o único dos Dragões Malignos a se tornar aliado de Goku.
Um museu jogável da franquia
Com essa seleção, a expansão transforma Sparking! ZERO em um museu interativo de Dragon Ball: personagens ausentes dos games há décadas dividem espaço com rostos recentes da era Super. Para quem acompanha a franquia há anos, cada slot novo funciona como uma viagem no tempo — e, para quem está chegando agora, é um convite direto para conhecer as origens de uma das maiores obras de luta dos animes.
