Dragon Ball GT é oficial? Entenda por que a série não é canônica

Poucas perguntas dividem tanto os fãs de Dragon Ball quanto esta: Dragon Ball GT é oficial? Tem quem considere a série o verdadeiro final da história de Goku, e tem quem a trate como se nunca tivesse existido. A confusão aumentou depois de 2015, quando Dragon Ball Super chegou e seguiu um caminho completamente diferente.

A resposta curta: sim, GT é um produto oficial da franquia, mas não é canônico na história principal. Parece contraditório, mas são duas coisas diferentes, e entender essa diferença resolve a dúvida.

Oficial não é a mesma coisa que canônico

Um produto oficial é aquele lançado pelos donos da marca, com licença e com o nome Dragon Ball. GT foi produzido pela Toei Animation, exibido na TV japonesa e vendido no mundo todo, então não há dúvida: é oficial.

Já canônico é o que faz parte da história principal, aquela que a franquia considera “verdadeira” e que as obras seguintes respeitam. Em Dragon Ball, essa linha vem das histórias criadas por Akira Toriyama: o mangá original, Dragon Ball Super e os filmes que ele escreveu. GT ficou de fora dela.

Obra Produto oficial Canônico
Dragon Ball Sim Sim
Dragon Ball Z Sim Sim
Dragon Ball Super Sim Sim
Dragon Ball GT Sim Não
Filmes clássicos de Dragon Ball Z Sim Não
Super Dragon Ball Heroes Sim Não

A tabela mostra que essa situação não é exclusiva de GT. Os filmes clássicos de Z e Super Dragon Ball Heroes também são produtos oficiais, mas contam histórias paralelas, que não entram na linha principal.

Como surgiu Dragon Ball GT

Goku criança sorrindo com uma Esfera do Dragão nas mãos em Dragon Ball GT

Dragon Ball GT estreou no Japão em fevereiro de 1996, logo depois do último episódio de Z, para manter Dragon Ball na TV. O mangá de Toriyama já tinha terminado, então a Toei criou uma continuação própria. Toriyama participou pouco: desenhou o visual dos protagonistas e da nave, mas não escreveu a história.

A série começa com Goku transformado de volta em criança por um pedido às Esferas do Dragão de Estrelas Negras. Ao lado de Pan e Trunks, ele parte em uma viagem pelo espaço para recuperar as esferas. São 64 episódios, divididos em quatro sagas:

  • Esferas do Dragão de Estrelas Negras (episódios 1 a 16)
  • Saga de Baby (episódios 17 a 40)
  • Saga do Super 17 (episódios 41 a 47)
  • Saga dos Dragões Malignos (episódios 48 a 64)

Por que GT não é canônico

Goku e os personagens de Dragon Ball Super

O ponto principal é a origem da história. GT nunca teve um mangá de Toriyama, e por isso sempre foi visto como uma continuação feita pelo estúdio, não pelo autor.

A situação ficou definida em 2015, com Dragon Ball Super. A nova série, com história de Toriyama, se passa entre a derrota de Majin Boo e o fim de Z, e apresenta deuses, anjos, outros universos e transformações como o Super Saiyajin Blue. Nada disso aparece em GT. A partir daí, a franquia passou a seguir o caminho de Super, no anime, no mangá e nos filmes, e GT virou uma linha alternativa: um “e se” do que poderia ter acontecido depois de Z.

O Super Saiyajin 4 e o que GT deixou para a franquia

Goku em Super Saiyajin 4 com o céu vermelho ao fundo em Dragon Ball Daima

Mesmo fora da história principal, GT deixou marcas. A mais famosa é o Super Saiyajin 4, com pelos vermelhos e cauda, criado para a série. A transformação virou presença constante nos games e em Super Dragon Ball Heroes e apareceu até na reta final de Dragon Ball Daima, lançada em 2024, a última série com história de Toriyama.

Isso não torna GT canônico: Daima mostra o Super Saiyajin 4 dentro da própria história, sem relação com os acontecimentos de GT. Mas mostra que a franquia nunca abandonou de vez o que a série criou. Vale lembrar também o Super 17, Baby e o próprio Goku criança, que voltou a aparecer em várias obras. Para ver como a transformação se encaixa entre as outras, confira todas as transformações de Goku em ordem.

Vale a pena assistir a Dragon Ball GT?

Goku, Pan e Trunks com Shenlong em Dragon Ball GT

Vale, principalmente para quem terminou Z e quer mais. O começo, na viagem pelo espaço, é mais lento e lembra o clima de aventura do primeiro Dragon Ball. A partir da Saga de Baby, a série acelera, e a Saga dos Dragões Malignos traz um dos finais mais marcantes para Goku em toda a franquia.

O melhor momento para assistir é depois de Z, encarando GT como uma história alternativa. Se quiser a experiência completa, veja o especial O Legado de um Herói, que se passa cem anos depois, antes do último episódio. E, se gostar, a franquia também tem games baseados na série, como Final Bout e Transformation.

Para saber onde GT entra no meio de todas as séries, veja a ordem para assistir a Dragon Ball. E, para conhecer anime, especial e games em detalhes, a página de Dragon Ball GT no Fleekon Dex reúne tudo.

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