Backrooms 2: diretor Kane Parsons prefere continuação em formato de série

Depois de transformar “Backrooms: Um Não-Lugar” no maior sucesso da história da A24, Kane Parsons já tem uma ideia clara de como gostaria de continuar a história — e ela não passa necessariamente pelos cinemas. O diretor afirmou que o formato ideal para a continuação seria uma série limitada.

O “cenário dos sonhos”

Em declaração ao Deadline, Parsons foi direto:

“Desde o começo eu digo que o cenário dos sonhos seria uma série limitada de Backrooms, para chegar ao final principal.”

— Kane Parsons

A ideia não é nova. Em conversa anterior com a Variety, ele já tinha explicado que a história foi pensada para ultrapassar o escopo de um único filme:

“Sempre foi planejado para ser mais uma série, que sai dos limites deste filme.”

— Kane Parsons

Um sucesso que surpreendeu até o diretor

Os números explicam o interesse em mais “Backrooms”. Com orçamento de apenas US$ 10 milhões, o longa arrecadou cerca de US$ 402 milhões no mundo. O próprio Parsons admite que não imaginava esse alcance:

“Eu sabia que as pessoas ficariam curiosas, mas o grau em que isso estourou entre o público de fora desse nicho não era algo que eu previa.”

— Kane Parsons

Cena de Backrooms: Um Não-Lugar
“Backrooms: Um Não-Lugar” – Imagem: A24

O filme tem Chiwetel Ejiofor como o vendedor de móveis Clark e Renate Reinsve como a terapeuta Mary Kline, além de Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell. O roteiro é de Will Soodik, e a produção reúne James Wan, criador de “Invocação do Mal”, e Shawn Levy.

Continuação confirmada ou não?

O status oficial da sequência é confuso. O ComicBook afirma que ela foi anunciada no início de setembro, enquanto outros veículos dizem que não existe plano formal. Há também relatos de que Parsons já teria assinado com a A24 para dirigir “Backrooms 2”. Até um comunicado do estúdio, vale tratar tudo com cautela.

O cineasta conta ainda com o apoio de Osgood Perkins, diretor de “Longlegs: Vínculo Mortal”, que o orientou no primeiro filme — e que, curiosamente, já declarou ter receio de estragar o mistério de seu próprio terror com uma continuação.

Série, filme ou os dois?

Uma minissérie combina com a origem do projeto, uma websérie que Parsons criou aos 16 anos, e daria tempo para explorar os espaços liminares com a calma que eles pedem. Por outro lado, um retorno 40 vezes maior que o orçamento torna difícil para a A24 abrir mão de um segundo longa. O caminho mais provável talvez seja uma combinação dos dois formatos.

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