Action Comics #1 com nota recorde vai a leilão em novembro

A revista que apresentou o Superman ao mundo vai voltar a movimentar o mercado de colecionáveis. Um exemplar de Action Comics #1, de 1938, com nota 9.6 na CGC, vai a leilão em 17 de novembro. É a maior graduação já atribuída a essa edição.

O que se sabe do exemplar

A CGC é a empresa que avalia o estado de conservação de quadrinhos em uma escala de 0,5 a 10, e notas acima de 9 são raríssimas para revistas tão antigas. Ainda não foram divulgados quem vai conduzir o leilão, a estimativa de preço nem o histórico de donos da cópia.

Há um detalhe importante: o exemplar seria restaurado, com cores retocadas e grampos substituídos. Esse tipo de intervenção costuma reduzir o valor entre colecionadores, mas a nota 9.6 continua sendo a mais alta já vista para a revista. Quem esteve na New York Comic Con, entre 8 e 11 de outubro, pôde ver a revista de perto nos estandes da CGC e da Laundry Pop.

Os recordes a bater

Dois números servem de referência:

  • US$ 9,12 milhões: valor pago por um exemplar de Superman #1 com nota 9.0, encontrado em um sótão na Califórnia e vendido pela Heritage Auctions. É apontado como o maior valor já pago por um quadrinho em leilão.
  • US$ 15 milhões: preço de uma cópia de Action Comics #1 com nota 9.0 negociada em venda particular em janeiro de 2026, pela Metropolis Collectibles, segundo a Sports Illustrated. Comprador e vendedor não foram identificados.

Como o leilão de novembro ainda não tem estimativa oficial, qualquer valor é especulação.

A revista que criou um gênero

Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster, o Superman estreou em Action Comics #1 e é considerado o primeiro super-herói dos quadrinhos. O sucesso da revista abriu caminho para Batman, Mulher-Maravilha e para toda a indústria de heróis, além de ajudar a construir a editora que mais tarde se tornaria a DC. Na época, a edição custava apenas dez centavos.

O personagem segue forte nas telas: o Superman de James Gunn, com David Corenswet, teve uma das maiores estreias da DC em 2025, e a sequência, Homem do Amanhã, chega em julho de 2027.

Raridade contra restauro

A combinação de nota máxima com restauro cria um debate curioso. Para alguns colecionadores, a raridade da graduação compensa a ressalva. Para o mercado, o leilão vai servir como termômetro de quanto o público ainda está disposto a pagar por um ícone de papel que virou ativo de luxo.

Fontes

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