The Blood of Dawnwalker é o RPG de vampiros feito por veteranos de The Witcher

Um RPG de vampiros feito por veteranos de “The Witcher 3” conquistou os fãs do gênero quase da noite para o dia. “The Blood of Dawnwalker”, primeiro jogo do estúdio polonês Rebel Wolves, estreou em 3 de setembro de 2026 com elogios da crítica e mais de um milhão de cópias vendidas já no primeiro fim de semana — números que ajudam a explicar por que tanta gente está comparando o novo título ao trabalho que a mesma equipe fez com o bruxo Geralt de Rívia.

Um camponês contra um tirano vampiro

A história se passa em 1347, durante a Peste Negra, em uma região fictícia dos Cárpatos batizada de Vale Sangora. O jogador controla Coen, um jovem camponês da vila de Laslea, dominada pelo vampiro Brencis, que impõe à população o “blutzoll” — um imposto de sangue cobrado em troca de suposta proteção contra a peste.

No prólogo, a família de Coen é capturada e uma tentativa de revolta contra Brencis fracassa. O próprio protagonista acaba transformado em um Dawnwalker, criatura híbrida que vive como humano durante o dia e como vampiro à noite. É essa dualidade que estrutura boa parte das mecânicas e escolhas do jogo, dando a “The Blood of Dawnwalker” uma identidade própria dentro da fantasia vampírica, mesmo com as óbvias semelhanças de tom com “The Witcher”.

Os veteranos de The Witcher 3 por trás do projeto

A Rebel Wolves foi fundada em 2022, na Polônia, reunindo nomes de peso que passaram pela CD Projekt Red. O CEO e diretor geral, Konrad Tomaszkiewicz, foi diretor de “The Witcher 3” e depois diretor de design em “Cyberpunk 2077”. Ele deixou a CD Projekt Red em 2021, após ser alvo de uma investigação interna por acusações de assédio moral — apuração do site Game Developer indicou que ele foi inocentado, mas Tomaszkiewicz optou por sair da empresa e pediu desculpas publicamente pelo clima que poderia ter causado.

O time também inclui o irmão dele, Mateusz Tomaszkiewicz, hoje diretor criativo da Rebel Wolves e ex-líder do design de missões de “The Witcher 3”. Jakub Szamałek, diretor de narrativa do estúdio, ajudou a escrever a expansão “Blood and Wine”, considerada por muitos fãs o ponto alto da trilogia do bruxo. O jogo foi construído na Unreal Engine 5, levou quase cinco anos de desenvolvimento e teve a Bandai Namco como publicadora, chegando para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.

Aclamação, um milhão de cópias e sequência a caminho

A bagagem da equipe parece ter valido a pena. “The Blood of Dawnwalker” estreou com nota em torno de 83 no Metacritic, e, segundo o site KitGuru, vendeu mais de um milhão de cópias em apenas 48 horas. A crítica destacou a narrativa, o sistema de escolhas e consequências, a dualidade entre humano e vampiro e a direção de arte — com ressalvas ao mundo aberto, considerado repetitivo por parte da imprensa, e à influência forte demais de “The Witcher 3” em alguns aspectos de design.

O sucesso comercial já está rendendo frutos: uma sequência foi confirmada oficialmente em desenvolvimento, segundo o OpenCritic, e o estúdio abriu vaga para roteirista-chefe menos de uma semana após o lançamento — sinal de que a Rebel Wolves quer aproveitar rápido o embalo do primeiro jogo.

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