Uma série encerrada em 2015 voltou a figurar entre as mais vistas da Netflix. “O Mentalista” ganhou sobrevida no streaming, e parte do novo público chegou até ela por causa de Pedro Pascal.
O detetive que não é detetive
A premissa explica o apelo duradouro. Patrick Jane, papel de Simon Baker, é um ex-vidente charlatão que passa a trabalhar como consultor da polícia da Califórnia. O método dele não tem nada de sobrenatural: ele lê gestos, hesitações e contradições para chegar a conclusões que ninguém mais enxerga. A motivação é sombria — Jane persegue Red John, o serial killer que matou a mulher e a filha dele depois de uma provocação pública do próprio protagonista.
O efeito Pedro Pascal
O ator apareceu na reta final da série, vivendo o agente especial Marcus Pike, do FBI, nas duas últimas temporadas. A chegada à Netflix aconteceu em 1º de março deste ano, com o catálogo completo entrando no serviço em vários países, incluindo Reino Unido, Canadá, Austrália e parte da América Latina. A reação foi imediata: um dia depois da estreia, a série já figurava no Top 10 da plataforma. O prestígio acompanhou o público — a produção tem 90% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e ocupa a 12ª posição na lista das 50 melhores séries do IMDb.
Por que não haverá revival
O sucesso reacendeu o pedido dos fãs, mas a resposta veio de dentro do elenco. Robin Tunney, a agente Teresa Lisbon, tratou do assunto em entrevista durante o festival South by Southwest:
“Este mercado foi muito bom comigo, mas eu estou sempre olhando para a frente, tentando fazer algo diferente.”
— Robin Tunney
Ela descreve o papel como um presente: segundo a atriz, a série deu a ela liberdade para escolher outros projetos, e ela se diz feliz que o público continue assistindo, mesmo sem planos de um revival no horizonte.
