“O Gatola da Cartola” ganhou trailer oficial e chega aos cinemas brasileiros em 5 de novembro. A animação marca o primeiro longa-metragem da Warner Bros. Pictures Animation, novo braço de animação do estúdio, e traz Bill Hader na voz do personagem-título na versão original.

Uma expansão do livro, não uma releitura literal
Esse é o ponto que diferencia a nova produção das adaptações anteriores. Em vez de recontar o clássico livro de 1957 de Dr. Seuss cena a cena, o filme expande o universo criado pelo autor para uma aventura inédita. A diretora Erica Rivinoja explicou a abordagem em coletiva de imprensa:
“Usamos o livro como ponto de partida para uma aventura completamente nova, mantendo a essência caótica do personagem.”
A trama inventa uma instituição para o protagonista, que passa a trabalhar no Instituto da Instituição da Imaginação e Inspiração. Sua missão é animar dois irmãos recém-chegados a uma cidade nova — mas, como sempre, o risco de levar as situações longe demais é alto, e ele pode acabar perdendo o chapéu mágico de vez.
Um elenco de vozes maior do que o anunciado
A divulgação oficial cita apenas Bill Hader, mas a escalação completa reúne outros nomes conhecidos da comédia americana, incluindo Quinta Brunson (de “Abbott Elementary”), Bowen Yang, Xochitl Gomez, Matt Berry, Paula Pell e America Ferrera. Na versão brasileira, quem assume o protagonista é Philippe Maia.
Quem está por trás da animação
A direção é dividida entre Alessandro Carloni, de “Kung Fu Panda 3”, e Erica Rivinoja, que já passou por “Trolls” e “South Park”. A parte visual ficou a cargo da DNEG, estúdio mais conhecido por efeitos visuais de grandes produções do que por animação. A trilha sonora é assinada por Lorne Balfe, e o orçamento estimado do longa é de US$ 100 milhões.
A terceira vida do personagem nas telas
O livro de Dr. Seuss, publicado em 1957 e considerado um marco da literatura infantil, já havia rendido outra adaptação para os cinemas: a versão live-action de 2003, estrelada por Mike Myers. Aquela produção não deixou boas lembranças — a recepção crítica foi dura, e o filme se tornou um exemplo recorrente de adaptação malsucedida, o que aumenta a expectativa em torno de como a nova versão animada vai lidar com o material original.
Uma estreia que já foi adiada mais de uma vez
O caminho até os cinemas foi longo. O lançamento chegou a ser marcado para março de 2026 e depois para fevereiro do mesmo ano, antes de finalmente parar em novembro. Uma das mudanças de data tem motivo conhecido: o estúdio quis evitar concorrência direta com um lançamento da Pixar programado para o período.
