Depois de deixar “The Witcher” após a terceira temporada — com Geralt de Rivia passando para Liam Hemsworth — e ficar de fora da reformulação do Universo DC comandada por James Gunn, perdendo a chance de continuar como Superman, Henry Cavill embarca agora numa aposta bem diferente: “Highlander – O Guerreiro Imortal”, remake do clássico cult de 1986 dirigido por Chad Stahelski, o cineasta por trás da franquia “John Wick”.
Um elenco de peso ao redor de Cavill
O novo “Highlander” parece mais um remake fiel do que um reboot totalmente reinventado, e mesmo com atrasos causados por uma lesão sofrida por Cavill durante os treinos, segue como um dos filmes de fantasia mais aguardados de 2027. O peso do ator no papel principal, Connor MacLeod, ganha reforço com o elenco de apoio: Russell Crowe assume o papel de Juan Sánchez-Villalobos Ramírez, vivido por Sean Connery no original, responsável por treinar Connor no manejo da espada, enquanto Dave Bautista interpreta o Kurgan, o mais temido entre os imortais e grande vilão da trama — papel que pertenceu a Clancy Brown na versão de 1986.

Por que um filme fechado pode ajudar mais do que uma série longa
A experiência de Cavill em “The Witcher” se estendeu por temporadas inteiras na Netflix, produção sempre criticada por se afastar do material original conforme a história avançava. “Highlander” chega como um longa-metragem fechado, contido em poucas horas de duração — uma estrutura que ajuda a evitar boa parte dos problemas de ritmo e inconsistência que marcaram a série de fantasia. Cavill já vem comentando com entusiasmo sobre a preparação para o papel, prometendo um trabalho de espada surpreendente. Numa aparição na CinemaCon de 2024, o ator arrancou aplausos ao garantir: “Se vocês acham que já me viram fazer trabalho de espada antes, ainda não viram nada”.
Uma trilogia que depende do resultado nas bilheterias
Stahelski já deixou claro que enxerga “Highlander” como o pontapé inicial de uma nova trilogia, algo que só vai se concretizar caso a Amazon MGM Studios considere o resultado um sucesso de bilheteria e crítica. A franquia original acumula seis filmes, dois jogos, duas séries de TV e até um desenho animado — material de sobra para o diretor explorar caso receba luz verde para continuar a história.
Um novo capítulo depois de duas despedidas seguidas
Essa não é a primeira vez que Cavill lida com a pressão de recomeçar numa nova franquia, e o próprio James Gunn já fez questão de esclarecer publicamente que a saída do ator do papel de Superman não teria sido uma demissão. Com “Highlander”, Cavill parece ter encontrado um projeto sob medida para reafirmar seu lugar como um dos grandes nomes do gênero fantástico no cinema.
