Nova HQ do Venom revela que Dylan Brock, não Mary Jane, é o maior medo do simbionte

“Venom #261”, de Al Ewing e Carlos Gomez, resolveu revisitar um dos momentos mais antigos da mitologia do simbionte — a separação forçada de Peter Parker pelas mãos de Reed Richards — mas dessa vez contado pela perspectiva da própria criatura. E é justamente ao reabrir essa ferida antiga que a edição chega a uma revelação que muda a leitura sobre o que Venom realmente teme perder hoje.

Uma dívida antiga que ainda dói

A cena mostra Reed disparando o feixe que arrancou o simbionte do corpo de Peter e o prendeu numa cápsula de contenção — só que agora Venom confessa que foi ali, naquele momento, que aprendeu a odiar de verdade. Reed pede desculpas e garante que nunca teve intenção de ferir um ser consciente, já que sequer sabia o que era aquele organismo na época. O problema é que o leitor lembra rápido de outro episódio: Reed também tentou separar Venom de Mary Jane Watson durante o evento “Queen in Black”, causando dor aos dois. Foi o bastante para o simbionte explodir a cápsula e acertar um soco no rosto do líder do Quarteto Fantástico, rendendo a ele um olho roxo e pouca paciência para mais desculpas.

Venom e Dylan Brock
Reprodução/Marvel Comics

Uma conversa que começa em Mary Jane e termina em outro lugar

Depois da briga, Reed admite ter feito “má ciência”, e Venom, envergonhado com o próprio ataque, se acalma e devolve o controle do corpo a Mary Jane. A partir daí, o Homem-Aranha se oferece para treinar com o simbionte, com uma condição: ele precisa aceitar conversar. Durante um passeio de teia pelo Edifício Baxter, Venom finalmente admite o que mais teme no mundo — lembrando o momento em que viu Eddie Brock ser destruído diante de seus olhos quando Knull chegou à Terra. O Homem-Aranha promete que isso nunca aconteceria com Mary Jane, mas Venom o interrompe: não é dela que ele está falando.

Por que Dylan Brock pesa mais do que qualquer outro vínculo

Eddie voltou depois daquele episódio com Knull, mas nunca mais foi o mesmo — e voltou de novo, sempre diferente. Depois se uniu ao Carnificina, o que Venom admite ter partido seu coração, embora ele mesmo reconheça que foi o Homem-Aranha quem partiu seu coração pela primeira vez, muito antes de Eddie sequer entrar na equação. É nesse ponto que a conversa toma um rumo inesperado: quando o Homem-Aranha assume que o simbionte fala de Mary Jane, Venom nega, e é Dylan Brock — ainda ligado ao simbionte Toxina — quem surge para confirmar a resposta certa. O maior medo de Venom hoje é perder Dylan outra vez.

Faz sentido dentro da própria história do personagem: Dylan é tão filho do Venom quanto de Eddie Brock, com o simbionte atuando como uma espécie de cocriador genético e figura paterna protetora ao longo de toda a vida do rapaz. Perder Dylan de novo não é algo que Venom está disposto a negociar — nem com Reed Richards, nem com ninguém.

Carregando…
Publicidade
ESPAÇO PUBLICITÁRIO · 970×90