Novo trailer de Street Fighter mistura Street Fighter 2 com a trilogia Alpha e sugere Ryu tomado pelo Satsui no Hado

O novo trailer do filme de Street Fighter finalmente deu uma noção clara do que esperar da aguardada adaptação da Capcom. Dirigido por Kitao Sakurai, o longa chega aos cinemas em 16 de outubro de 2026 e assume, sem vergonha nenhuma, um tom de comédia de ação — recheado de referências aos games, teorias sobre a trama e até personagens que nem o fã mais dedicado deve reconhecer de primeira.

Uma mistura de Street Fighter 2 com a trilogia Alpha

Um cartaz exibido no trailer entrega duas informações valiosas: primeiro, a história se passa em 1993, mesmo ano em que “Super Street Fighter 2” chegou aos fliperamas; segundo, o pôster traz o número dois em algarismos romanos ao lado do nome do torneio World Warrior, sugerindo que o filme retrata a segunda edição da competição, e que os eventos do primeiro game de 1987 já são passado dentro dessa cronologia. Na prática, tudo indica que o roteiro combina elementos de “Street Fighter 2” com a trilogia “Street Fighter Alpha”, que nos jogos preenche a lacuna entre o primeiro e o segundo título. Há ainda um detalhe curioso: a aparente presença de Joe, personagem que até hoje só apareceu no game original.

Ryu aposentado? A escuridão do Satsui no Hado

A maior surpresa do trailer envolve o protagonista. Ryu, vivido por Andrew Koji, aparece aposentado das lutas e vendendo lámen na rua. Quando Chun-Li (Callina Liang) o encontra, ele afirma que seu caminho atual não é o do combate — decisão que soa estranha para quem conhece os jogos, já que o guerreiro japonês praticamente vive para lutar. A explicação pode estar em uma fala do próprio personagem, que menciona uma escuridão dentro de si: nos games, essa força é o Satsui no Hado, uma aura assassina que desperta durante os combates. O vídeo até mostra, perto do fim, um Ryu de olhos brilhantes em uma forma que lembra o temido Evil Ryu, e a briga inicial com Ken (Noah Centineo), que o chama de irmão, pode ter relação direta com esse poder sombrio.

M. Bison em Street Fighter
Imagem: Paramount Pictures

Bison magro, Shadaloo e uma possível homenagem

Outro ponto que chamou atenção foi o visual de M. Bison. Interpretado por David Dastmalchian, o vilão aparece bem mais franzino do que o brutamontes dos jogos, escolha que pode indicar uma homenagem a Raul Julia, ator que viveu o ditador no filme de 1994 — ele morreu naquele mesmo ano, e o longa acabou sendo seu último trabalho nos cinemas. O trailer também sugere que a Shadaloo, organização criminosa comandada por Bison, terá papel central na conspiração por trás do torneio: em uma das cenas, o vilão marca a mão de Chun-Li com um símbolo, o que pode apontar para uma infiltração da agente no grupo. Já Cammy (Mel Jarnson) surge com o uniforme de Killer Bee, traje que nos jogos representa sua fase como soldada controlada pelo antagonista.

Referências para todo lado

A galhofa prometida vem acompanhada de muito carinho pelo material original: Ken destrói um carro em clara alusão ao minigame clássico de “Street Fighter 2”, e a luta entre Ryu e E. Honda acontece em uma casa de banho, cenário tradicional do lutador de sumô. Até Doc Sauvage, locutor obscuro ligado ao antigo jogo “Slam Masters”, aparece como narrador oficial do torneio. O elenco ainda reúne Jason Momoa como Blanka, 50 Cent como Balrog, Roman Reigns como Akuma e Cody Rhodes como Guile.

Depois de duas adaptações mal recebidas em live-action, abraçar o exagero pode ser a jogada mais inteligente possível — afinal, “Street Fighter” sempre foi colorido, absurdo e teatral. Se o público comprar a proposta, a Capcom ganha uma nova vitrine bilionária para sua franquia de luta. Por outro lado, errar a mão na comédia pode transformar reverência em piada involuntária. A resposta definitiva chega em outubro.

Carregando…
Publicidade
ESPAÇO PUBLICITÁRIO · 970×90