Enquanto Kit Harington segue sem previsão de retomar o papel de Dane Whitman no MCU — “Acho ele um personagem fantástico. Há uma parte dele ligada à Espada de Ébano em que, quanto mais ele mata, pior ele fica. Ele é uma grande parábola sobre o vício. Acho que é alguém que começa bom e acaba indo para o lado sombrio. Veremos o que acontece, pois não sei se existe algum plano oficial”, disse o ator ao site MovieWeb —, quem chamou mais atenção nos últimos dias foi a diretora do filme que apresentou o personagem.
Zhao expõe os bastidores de Eternos
Chloé Zhao participou do podcast Awards Chatter e falou abertamente sobre o tempo à frente de Eternos (Eternals), lançado em 2021. Segundo ela, o projeto nunca foi tratado como prioridade máxima pelo estúdio.
“O filme não estava no topo da lista de prioridades deles. É uma propriedade intelectual muito única, e estava apenas na lista de potenciais apostas. Como sabemos, a Marvel sempre prefere encontrar o cineasta certo antes de decidir investir pesado em uma ideia de risco.”
— Chloé Zhao, no podcast Awards Chatter
Zhao também revelou que, antes de assumir o comando dos Eternos, ela chegou a ser cotada para dirigir Viúva Negra (Black Widow). Conflitos de agenda inviabilizaram a parceria, e pouco depois o produtor Nate Moore apresentou o roteiro que mudaria seu caminho dentro do estúdio.
Um elenco de peso para uma aposta arriscada
A trama de Eternos acompanha seres enviados das estrelas para proteger a Terra, enfrentando criaturas monstruosas conhecidas como Deviantes. Para contar essa história, a Marvel reuniu um time e tanto: Gemma Chan como Sersi, Richard Madden como o líder Ikaris, Brian Tyree Henry como Phastos e Lauren Ridloff como Makkari.

Completam o time principal Barry Keoghan como Druig, Don Lee como Gilgamesh, Salma Hayek como a líder espiritual Ajak e Angelina Jolie como a guerreira Thena. Um elenco desse tamanho reforça o quanto a aposta era ambiciosa — e o quanto a decepção seguinte pesou para o estúdio.
O primeiro tropeço da franquia
Eternos dividiu a crítica de forma intensa e se tornou o primeiro filme da história do MCU a receber o selo “podre” no Rotten Tomatoes. Nos Estados Unidos, arrecadou apenas 164,9 milhões de dólares, uma das piores marcas de bilheteria doméstica de toda a franquia.
Apesar do tropeço, a trama não desapareceu completamente do mapa: o gigantesco Celestial Tiamut fez uma participação pontual em Capitão América: Admirável Mundo Novo, servindo basicamente como recurso narrativo para introduzir o metal Adamantium no planeta.
Por que uma sequência parece cada vez mais distante
Depois de uma fase instável nos cinemas, a Marvel Studios tem preferido investir em franquias já consolidadas, como os Vingadores e os X-Men, deixando de lado apostas arriscadas em grupos menos conhecidos do público geral. Apostar recursos pesados numa continuação para uma equipe pouco popular é um risco que, no momento, Kevin Feige parece não querer assumir.
Para os fãs que defendem o filme, a situação é frustrante: tanto os Eternos quanto o próprio Cavaleiro Negro têm arcos riquíssimos nos quadrinhos, com potencial de sobra para uma série adulta ou um longa mais sombrio centrado na corrupção causada pela Espada de Ébano. Por ora, esse potencial segue represado nos bastidores da Marvel Studios.
