Jean Grey ganha minissérie solo nos quadrinhos após estrear no MCU

Depois de suas aventuras pelo espaço como Fênix, Jean Grey está prestes a voltar para casa — e vem com tudo. A Marvel Comics confirmou que a mutante ganhará sua própria minissérie de cinco edições, com roteiro de Jed MacKay, da atual série X-Men, e arte de Rogê Antônio, conhecido pelo trabalho recente em Ciclope.

A primeira edição de Jean Grey chega às bancas americanas em 25 de novembro, pouco depois da personagem estrear no Universo Cinematográfico Marvel em Homem-Aranha: Um Novo Dia. A mutante já havia passado pelos cinemas anteriormente, em X-Men: Fênix Negra, longa de 2019 sobre a mesma saga cósmica.

Uma volta conturbada para a Terra

Capa da minissérie solo de Jean Grey
A primeira edição de Jean Grey chega às bancas em 25 de novembro.

A nova série chega logo após DNX, o crossover entre X-Men e Quarteto Fantástico também escrito por MacKay, com arte de Federico Vicentini. Segundo a sinopse oficial divulgada pela editora, o desfecho chocante do evento força Jean a correr de volta para a Terra — onde encontra o mundo dos X-Men completamente transformado. As consequências que ela chega tarde demais para evitar dão início a uma nova era, conduzida por MacKay à frente dos mutantes nos quadrinhos.

De acordo com a chamada oficial da primeira edição, a Fênix está a caminho da Terra, e Jean Grey está em chamas por dentro — o texto questiona se ela vai consumir tudo o que tocar ou vai manter o controle sobre um poder que tanto dá quanto tira vidas.

Por que agora era o momento certo

Arte da nova minissérie de Jean Grey
Jed MacKay explica que o projeto solo vinha sendo adiado havia tempos por questões de continuidade.

Segundo Jed MacKay, a decisão de dar à personagem um projeto solo vinha sendo adiada havia tempos. O roteirista explicou que a chegada de Jean à equipe principal dos X-Men esbarrava, a princípio, na própria série Fênix, que ainda estava em cartaz quando sua fase começou. Mesmo depois do fim daquela publicação, ele preferiu esperar o momento certo — afinal, inserir a Fênix em um título de equipe tende a desequilibrar bastante a dinâmica do grupo.

Agora, segundo o roteirista, o cenário pós-DNX muda essa equação: os X-Men passam a precisar de Jean Grey, ao mesmo tempo em que ela também passa a precisar da equipe. Para MacKay, esse equilíbrio narrativo se encaixou perfeitamente com o momento atual, em que a personagem está mais presente do que nunca na cultura pop — muito por conta de sua crescente relevância dentro do próprio universo dos X-Men no cinema.

Um impacto que vai além da própria Jean

O editor da linha X-Men, Tom Brevoort, também comentou os efeitos de DNX sobre o restante do catálogo. Segundo ele, o desdobramento mais direto do evento é justamente a nova série de Jean Grey, que também vai influenciar o lançamento de Maximum X-Men — ainda que não seja necessário acompanhar as duas publicações para entender uma ou outra. Brevoort adiantou ainda que os efeitos vão se espalhar, em menor escala, por outros títulos da linha mutante, mas destacou que o impacto mais forte deve recair sobre a trama conduzida por MacKay, algo que classificou como praticamente sísmico.

A primeira edição de Jean Grey já tem capas reveladas de artistas como Joëlle Jones, Miguel Mercado e Nogi San. A personagem está estourando nos cinemas e ganhando protagonismo nas bancas ao mesmo tempo — fica claro que a Marvel decidiu apostar todas as fichas no retorno da mutante mais icônica dos X-Men.

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