O Xbox Game Pass pode passar pela maior mudança desde que foi criado. Segundo reportagem da Fortune, a Microsoft estuda um formato à la carte, em que o próprio assinante escolhe os recursos que quer pagar.
Antes de tudo, um aviso: a empresa não anunciou nada. A informação vem de pessoas próximas à estratégia do Xbox e deve ser tratada como um plano em estudo, não como mudança garantida.
Como funcionaria
De acordo com a publicação, o jogador poderia adicionar complementos separados para jogos exclusivos de console, jogo na nuvem e multiplayer online. Os níveis de assinatura atuais continuariam existindo, mas deixariam de ser a única opção.
Hoje, o assinante escolhe uma faixa pronta e paga pelo pacote completo de serviços que ela oferece, use ou não todos eles. No novo modelo, quem joga só pela nuvem, por exemplo, não precisaria bancar vantagens que nunca usa.
Uma ideia que já circulava
Não é a primeira vez que o assunto aparece. Em abril, outro relato já falava da possibilidade de montar o próprio plano, retirando itens como o Xbox Cloud Gaming ou o Fortnite Crew para baratear a assinatura, ou acrescentando serviços que combinassem com o perfil de cada jogador. Na época, a Microsoft também não confirmou.
Um Xbox em transformação
O Game Pass vem mudando bastante sob o comando de Asha Sharma, atual CEO do Xbox. Houve ajustes de preço, a criação de um nível focado na nuvem e a decisão de não colocar os novos Call of Duty no serviço no dia do lançamento. No Brasil, o Game Pass chegou a ficar mais barato em abril.
Sharma tem defendido essa reorganização publicamente. Em uma reunião interna, a executiva disse que o Xbox saiu da queda livre, e ela também já garantiu que o Xbox não está à venda.
A questão do lucro
A motivação parece financeira. Segundo a mesma reportagem, a divisão de games da Microsoft opera com margem de lucro de cerca de 3%, bem abaixo da concorrência. Um modelo mais flexível poderia vender mais complementos sem perder quem só quer pagar pouco.
Bom ou ruim para o jogador?
Na teoria, a flexibilidade é positiva: assinantes que acham o serviço caro ou grande demais poderiam pagar só pelo que usam. O risco é que a soma dos complementos acabe saindo mais cara do que um pacote fechado, como já aconteceu em outros serviços que fatiaram seus planos.
Enquanto o novo formato não sai do papel, o catálogo segue mudando mês a mês: em outubro, por exemplo, LEGO Star Wars e mais sete jogos deixam o serviço. E você, montaria um Game Pass só com o que usa?
