Quando se fala em armas poderosas dentro do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), a Manopla do Infinito costuma ser a primeira lembrança de qualquer fã. Projetada para abrigar as seis Joias do Infinito, ela deu a Thanos domínio sobre espaço, tempo, realidade, poder, mente e alma — um feito que nenhum outro artefato do franchise conseguiu igualar na tela.
Mas será que ela é realmente insuperável? Olhando com atenção para outros artefatos e dispositivos espalhados pela franquia, existem candidatos sérios capazes de rivalizar — ou até superar — o icônico equipamento do Titã Louco em circunstâncias específicas. Reunimos seis deles a seguir.
Bastão de Watoomb

Começando pelo mais discreto da lista, o Bastão de Watoomb teve apenas uma aparição breve em Doutor Estranho, mas sua reputação nas páginas dos quadrinhos sugere que ele pode estar entre os artefatos místicos mais perigosos já criados. Forjado pelo ser extradimensional Watoomb, o bastão funciona como canal para uma energia mística praticamente sem limites.
Enquanto boa parte das relíquias místicas apenas amplifica os poderes de quem as usa, o bastão vai além disso: ele reúne, armazena, concentra e redireciona energia em escala cósmica. Nos quadrinhos, já absorveu ataques mágicos devastadores e os devolveu contra os próprios oponentes. Se a versão do MCU guardar mesmo uma fração dessas habilidades, ela poderia, em teoria, interferir diretamente na energia emitida pelas Joias do Infinito.
Dez Anéis

Os Dez Anéis se firmaram como uma das armas mais intrigantes do MCU em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Diferentemente da versão dos quadrinhos, usada nos dedos, a adaptação para o cinema transformou o artefato em dez argolas presas aos braços, funcionando simultaneamente como armas corpo a corpo e fontes de energia praticamente ilimitada.
Xu Wenwu, o vilão também conhecido como Mandarim, carregou os anéis por mais de mil anos, obtendo imortalidade, força ampliada e a capacidade de disparar ataques devastadores à distância. O que mais chama atenção, no entanto, é o mistério em torno da origem deles: o sinal emitido no desfecho do filme sugere procedência muito além da Terra, possivelmente cósmica, indicando um potencial ainda inexplorado que pode colocá-los entre os artefatos mais poderosos de toda a Marvel.
Necroespada, a Escuridão

A Necroespada mostrou seu potencial de forma aterrorizante em Thor: Amor e Trovão. Antes de encontrá-la, Gorr era apenas um mortal enlutado. Depois de empunhá-la, tornou-se uma das maiores ameaças que os deuses já enfrentaram, massacrando divindades pelo cosmos inteiro. Poucas armas na franquia provocam um salto de poder tão imediato em quem as carrega.
Além de conceder força e resistência sobre-humanas, a espada permite viajar através das sombras e invocar exércitos de monstros sob comando. Mas o mais importante é o propósito dela: matar deuses, especificamente. Enquanto a Manopla se destaca por controlar as forças fundamentais da existência, a Necroespada foi desenhada para destruir seres que costumam transcender essas mesmas forças — prova de que até entidades cósmicas podem cair diante dela.
Rompe-Tormentas

Se existe uma arma do MCU que já provou na prática seu valor contra a Manopla do Infinito, essa arma é o Rompe-Tormentas. Forjado no coração de Nidavellir pelo anão Eitri, o machado foi criado especificamente para lidar com ameaças do calibre de Thanos — e cumpriu exatamente essa promessa no confronto final de Vingadores: Guerra Infinita.
Depois da chegada triunfal de Thor a Wakanda, o herói arremessou o Rompe-Tormentas diretamente contra a Manopla já completa. Mesmo com Thanos liberando o poder combinado das seis Joias, o machado seguiu avançando, cortou o feixe de energia e atingiu o vilão em cheio no peito. Por um breve instante, o Rompe-Tormentas alcançou algo que nenhuma outra arma havia conseguido: superar a Manopla em ação direta. O erro de Thor foi de estratégia, não de poder — ele deveria ter mirado na cabeça.
Darkhold

Poucos objetos inspiram tanto temor quanto o Darkhold. Introduzido em WandaVision antes de assumir papel central em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, o livro amaldiçoado carrega o conhecimento de Chthon, um Deus Ancião considerado o primeiro praticante de magia negra no universo Marvel. Mais do que ensinar feitiços, o Darkhold funciona quase como um manual de instruções para reescrever a própria realidade.
Foi justamente esse conteúdo que permitiu à Feiticeira Escarlate remodelar realidades inteiras e adquirir poder suficiente para superar mestres das artes místicas. E o detalhe mais relevante é que o alcance do livro não se limita a um único universo — ele opera em escala multiversal, o que o torna um concorrente legítimo à Manopla, cuja influência normalmente fica restrita ao universo de origem de quem a maneja.
Rasgador Temporal

Fechando a lista, ao contrário da maioria dos itens deste ranking, o Rasgador Temporal não é um artefato místico — é uma máquina, o que talvez o torne ainda mais assustador. Apresentado em Deadpool & Wolverine, o dispositivo foi criado pela AVT (Autoridade de Variância Temporal) com um único propósito: apagar realidades inteiras do mapa.
Em vez de eliminar indivíduos ou planetas isolados, a máquina provoca o colapso molecular de linhas do tempo completas. Enquanto a Manopla, nas mãos de Thanos, eliminou metade da vida do universo, o Rasgador Temporal foi projetado para apagar absolutamente tudo dentro de uma realidade — incluindo a própria realidade. Em termos de poder de destruição bruto, isso coloca a máquina em um patamar que a versão cinematográfica da Manopla nunca chegou a alcançar.
Um exercício de imaginação
Vale reforçar que essa comparação parte das versões dos quadrinhos e de hipóteses, já que boa parte dessas armas teve seu poder reduzido na adaptação para o cinema. Colocar artefatos do MCU lado a lado com suas contrapartes das HQs nem sempre é um exercício exato, e um debate assim dificilmente chega a um vencedor definitivo.
Ainda assim, essa discussão só evidencia a riqueza do arsenal da Marvel — repleto de relíquias místicas, artefatos divinos e máquinas capazes de reescrever ou apagar o tecido da existência. Fica a diversão de imaginar os confrontos: em uma disputa direta, qual dessas armas você apostaria contra a Manopla do Infinito?
